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Irã pede acordo, mas Trump rejeita proposta após sete meses de guerra

Teerã propôs reabrir o Estreito de Ormuz, mas o presidente dos EUA considerou o acordo inaceitável.

Irã pede acordo, mas Trump rejeita proposta após sete meses de guerra

A guerra entre os Estados Unidos, Israel e o Irã completa sete meses nesta segunda-feira (28) em uma situação invertida: depois de pressionar por negociações durante meses, Donald Trump rejeitou uma proposta apresentada por Teerã para encerrar o conflito e reabrir o Estreito de Ormuz.

A oferta foi feita na semana passada, durante conversas realizadas à margem da Assembleia Geral da ONU, em Nova York. O plano previa a reabertura da passagem estratégica dentro de uma semana. No sábado (26), Trump afirmou que não aceitaria o acordo. “Estou rejeitando o acordo deles”, disse o presidente americano.

Disputa pelo Estreito de Ormuz

Trump declarou que o Irã pretendia abrir imediatamente o estreito porque estaria perdendo a guerra e afirmou que os Estados Unidos tinham controle total da passagem. Dados da plataforma Hormuz Strait Monitor, porém, indicavam que apenas dois navios haviam atravessado o local nas últimas 24 horas. Antes da guerra, quase 140 navios passavam por Ormuz diariamente.

O bloqueio é usado pelo Irã como instrumento de pressão e contribuiu para a alta dos preços dos combustíveis. Antes do conflito, cerca de 20% do petróleo e do gás natural do mundo transitavam pelo estreito. Teerã defende o controle militar da passagem e a cobrança de pedágio dos navios, posição rejeitada pelos Estados Unidos.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou no Telegram que ainda aguardava uma resposta oficial definitiva de Washington. Ele disse que mediadores deveriam transmitir as posições finais dos dois lados antes de uma decisão iraniana.

O presidente Masoud Pezeshkian declarou à CBS que o país está aberto a negociações, mas condicionou o avanço à demonstração de que os Estados Unidos não pretendem derrubar o governo iraniano. Pezeshkian também afirmou que a desconfiança provocada pela guerra precisa ser superada.

Negociações sem avanço

No início do mês, durante a cúpula da Organização para Cooperação de Xangai, no Quirguistão, Pezeshkian disse que o Irã aceitava retomar as negociações previstas no Memorando de Islamabad. O documento, assinado em junho, prorrogava o cessar-fogo de abril e estabelecia um prazo de 60 dias para a negociação de um acordo de paz definitivo.

As divergências sobre a administração do Estreito de Ormuz levaram Trump a declarar, em julho, que o memorando havia chegado ao fim. Desde então, os países trocaram ataques pontuais, sem avanço nas conversas.

Na Assembleia Geral da ONU, na terça-feira (22), Trump ameaçou o Irã, mas também afirmou que um acordo poderia ser alcançado depois das eleições americanas de meio de mandato, marcadas para novembro. Antes da rejeição à proposta iraniana, integrantes do governo dos Estados Unidos disseram que o presidente estava cético sobre o cumprimento de suas exigências pelo Irã e que os bombardeios poderiam ser retomados após as eleições.

No pronunciamento nas Nações Unidas, Pezeshkian afirmou que o Irã nunca havia se recusado a negociar. O regime, porém, rejeitou conversas com Washington em vários momentos durante os últimos sete meses.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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