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Iraque promete não servir de base para ataques após saída dos EUA

Ali al-Zaidi afirmou que o país proibirá ataques contra vizinhos e deverá avançar no desarmamento de milícias apoiadas pelo Irã.

Iraque promete não servir de base para ataques após saída dos EUA
Foto: Michele Tantussi/Getty Images

O primeiro-ministro do Iraque, Ali al-Zaidi, afirmou nesta quinta-feira (1º/10) que o país não será usado para ataques contra nações vizinhas após a retirada das tropas dos Estados Unidos. A declaração foi feita durante uma cerimônia do Dia da Soberania, criado para marcar o fim da missão militar estrangeira no território iraquiano.

Al-Zaidi disse que o Iraque recuperou pontos importantes de sua soberania. Entre eles, citou o fim da presença de qualquer oposição armada estrangeira e a proibição de utilizar o país como ponto de partida para ataques contra países da região.

As últimas tropas norte-americanas deixaram o Iraque na quarta-feira (30/9), encerrando uma ocupação militar que durou cerca de 12 anos. As forças dos Estados Unidos estavam no país desde 2014, quando o governo norte-americano criou uma coalizão internacional para combater o Estado Islâmico (ISIS) no Iraque e na Síria.

Antes da guerra contra o grupo, os Estados Unidos ocuparam o Iraque entre 2003 e 2011, durante a Guerra no Iraque.

Desarmamento de milícias

A saída das tropas ocorre após um acordo firmado entre Iraque e Estados Unidos em 2024. Pelo compromisso, Bagdá iniciou um processo de desarmamento de facções e milícias que operam no país, muitas delas apoiadas pelo Irã. Em troca, integrantes dessas organizações devem ser incorporados ao aparato de segurança nacional.

Alguns grupos aceitaram entregar as armas depois do fim da ocupação militar norte-americana. O governo de al-Zaidi, porém, ainda enfrenta dificuldades para concluir a medida.

A Resistência Islâmica do Iraque (IRI) recusou entregar suas armas ao Estado. A coalizão reúne milícias xiitas e possui entre 50 a 70 mil soldados.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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