São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Dólar R$ 5,18 · Euro R$ 5,88 · Ibovespa 186.340 +0,00% São Paulo 23°C 18° / 28°
Mundo

Milícias iraquianas rejeitam desarmamento após retirada dos EUA

A Resistência Islâmica do Iraque diz que manterá as armas e exige o direito de reagir a ações americanas ou israelenses.

Milícias iraquianas rejeitam desarmamento após retirada dos EUA
Foto: Divulgação/Resistência Islâmica do Iraque (IRI)

A Resistência Islâmica do Iraque (IRI) afirmou que manterá suas armas após a saída das tropas dos Estados Unidos do território iraquiano. A declaração da coalizão de milícias apoiadas pelo Irã foi divulgada nesta quarta-feira (30/9), data em que as últimas tropas americanas deixaram o país.

A coalizão disse que o governo iraquiano não respondeu a uma proposta enviada há mais de quarenta dias. O grupo havia aceitado o processo de organização das armas, mas condicionou o acordo ao direito de reagir militarmente a qualquer violação ou agressão americana ou israelense contra a soberania do Iraque.

“As armas da Resistência permanecerão sob a guarda de nossos mujahidin [combatentes]”, afirmou a organização. A IRI também declarou que continuará aberta ao diálogo que, segundo o grupo, garanta a soberania e a dignidade do Iraque.

Criada oficialmente em 2023, após o início da guerra entre Israel e Hamas na Faixa de Gaza, a Resistência Islâmica do Iraque reúne grupos xiitas armados que atuaram contra a ocupação dos Estados Unidos. A coalizão tem cerca de 50 a 70 mil soldados e afirma ter sido formada para apoiar os palestinos.

Entre os grupos que integram a organização estão Kataib Hezbollah, Harakat Hezbollah al-Nujaba, Kataib Sayyid al-Shuhada e Ansar Allah al-Awfiya. Essas facções também operaram sob o guarda-chuva das Forças de Mobilização Popular (PMF), criadas para combater o Estado Islâmico (ISIS) no Iraque a partir de 2014.

Um acordo firmado em 2024 entre os Estados Unidos e o Iraque previa o desarmamento das facções que compõem as PMF. Em troca, Bagdá prometeu incorporar seus combatentes às estruturas de segurança iraquianas.

Retirada dos Estados Unidos

A desmobilização das facções, principalmente as ligadas ao Irã, era uma das condições do pacto firmado durante o governo de Joe Biden. Militares americanos estavam no Iraque desde 2014, quando Washington criou uma coalizão internacional contra o ISIS.

Antes disso, os Estados Unidos ocuparam o Iraque entre 2003 e 2011, após o então presidente George W. Bush ordenar a invasão do país.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.

Mais lidos

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5