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JHSF transforma imóveis em fundos e amplia atuação no mercado de luxo

A JHSF Capital administra R$ 12 bilhões, enquanto a companhia expande negócios em hotelaria, aviação, gastronomia e imóveis no Brasil e no exterior.

JHSF transforma imóveis em fundos e amplia atuação no mercado de luxo
Foto: Divulgação

A JHSF Capital administra hoje R$ 12 bilhões e passou a ocupar papel central na estratégia da JHSF de gerar receitas recorrentes. Criada em 2023, a gestora oferece investimentos a famílias que já mantinham relação com outras áreas do grupo.

Em dezembro de 2025, a companhia vendeu R$ 5,2 bilhões em imóveis para um fundo administrado pela própria gestora. A operação incluiu ativos do Complexo Boa Vista, do Reserva Cidade Jardim, do São Paulo Surf Club Residences e da Fazenda Santa Helena.

Na primeira etapa, foram recebidos cerca de R$ 2,6 bilhões em dinheiro e R$ 872 milhões em cotas subordinadas do fundo. Uma segunda liquidação, prevista para dezembro de 2026, envolve aproximadamente R$ 1,3 bilhão em dinheiro e R$ 436 milhões em cotas.

O dinheiro reforçou o caixa da empresa. Depois da operação, a JHSF aprovou R$ 550 milhões em dividendos, pagos em 12 parcelas mensais ao longo de 2026. A companhia afirma que a decisão não estava diretamente vinculada à transação e foi tomada com base nos resultados.

Receita recorrente e expansão

No primeiro semestre deste ano, as operações de renda recorrente representaram metade do Ebitda ajustado da JHSF, que somou R$ 753,4 milhões. Entram nesse grupo receitas de aluguéis, diárias, anuidades, abastecimento de aeronaves e taxas de gestão.

A empresa mantém negócios em shopping centers, hotéis, restaurantes, clubes, locação residencial, aviação executiva e gestão de recursos. A estratégia é atender clientes de alta renda em diferentes momentos de consumo, além da venda de imóveis.

Por nota, a JHSF afirmou que a valorização de suas ações reflete a transformação que “vem construindo nos últimos anos, com o crescimento da renda recorrente e o sucesso operacional de seus negócios”. Os papéis acumulam alta de mais de 52% em 2026, a quinta maior do ano no levantamento da Elos Ayta. Ultrapar teve alta de 93%, Petrobras, de 73%, Vibra, de 61%, e CBA, de 57%.

Para Felipe Mesquita, analista do BB Investimentos, a empresa “vem construindo a estratégia de renda recorrente há muito tempo”. Segundo ele, o mercado demorou a identificar os efeitos dessa mudança na receita e no lucro.

Ativos no Brasil e no exterior

A JHSF anunciou quatro movimentos internacionais neste ano: a compra de uma plataforma de serviços para aviação executiva no aeroporto Opa-Locka, em Miami; a aquisição do Palazzo Taverna Medici del Vascello, em Milão; a compra do hotel e cassino Enjoy Punta del Este, no Uruguai; e uma frota de 12 iates para hospedar clientes diante da Ilha de Tavolara, na Itália.

A companhia tem 11 hotéis Fasano no Brasil e no exterior e 36 restaurantes. Entre os empreendimentos de varejo estão o Shopping Cidade Jardim, em São Paulo, e o Catarina Fashion Outlet, em São Roque. Próximo ao outlet fica o aeroporto São Paulo Catarina, voltado a jatos particulares.

Em Porto Feliz, o Complexo Boa Vista reúne casas de campo e hotelaria em três condomínios, com spa, horta, haras, campos de golfe e polo, quadras de tênis, circuito de triatlo e piscina de ondas artificiais. A empresa também desenvolve a Fazenda Santa Helena, em Bragança Paulista, e administra o São Paulo Surf Club, na cidade de São Paulo.

A apresentação de Shania Twain no interior paulista, oito anos após sua última passagem pelo Brasil, ocorreu para convidados e reuniu possíveis compradores de unidades de um novo condomínio da JHSF em Porto Feliz. O projeto terá lotes e estâncias.

Mudança de comando

José Auriemo Neto, conhecido como Zeco, entrou na companhia em 1993, abriu a divisão de shopping centers em 1998 e foi diretor-presidente entre 2006 e 2014. Hoje, preside o conselho de administração. Sob sua liderança, foram lançados o Cidade Jardim e a Fazenda Boa Vista, além da compra do controle do grupo Fasano.

Augusto Martins chegou à empresa em setembro de 2022 para estruturar a JHSF Capital, após 23 anos no Banco Alfa. Ele se tornou presidente executivo em 2024 e possui cerca de 3% das ações, sendo o maior acionista individual da JHSF fora da família fundadora.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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