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JHSF mira R$ 2 bilhões em renda recorrente e amplia presença no exterior

Companhia projeta multiplicar o Ebitda dos negócios recorrentes, enquanto analistas apontam desafios de capital, licenças e expansão internacional.

JHSF mira R$ 2 bilhões em renda recorrente e amplia presença no exterior
Foto: Divulgação

A JHSF projeta elevar para R$ 2 bilhões, em três anos, o Ebitda gerado por negócios de renda recorrente. O resultado atual dessas operações, que incluem aluguéis, diárias, anuidades e taxas de gestão, foi de R$ 730 milhões nos 12 meses encerrados em junho.

A expansão prevista pela companhia reúne o shopping CJ Boa Vista Village, a ampliação do Shopping Cidade Jardim e o CJ Shops Faria Lima. Também estão nos planos dez hotéis, 12 restaurantes e oito hangares no aeroporto executivo São Paulo Catarina.

A XP estima que a renda recorrente possa chegar a 71% da receita até 2030, ante cerca de 50% atualmente. Já o Citi iniciou, no início de setembro, a cobertura da empresa com recomendação neutra e preço-alvo de R$ 12. As ações estão cotadas em R$ 11,65. Para os analistas do banco, parte da transformação já foi incorporada à valorização de 130% dos papéis nos últimos 12 meses.

A incorporação imobiliária continuará no grupo. O banco de terrenos da JHSF tem potencial estimado em R$ 28 bilhões em valor geral de vendas. Alberto Ajzental, coordenador do curso de Negócios Imobiliários da FGV, afirmou que a atividade permanece como a origem do ecossistema e como forma de criar clientes para os demais negócios.

Felipe Mesquita, analista do BB Investimentos, disse que a empresa precisa manter uma cadência de lançamentos para preservar a escassez associada aos preços e às margens. A estratégia é reduzir a dependência dos resultados em relação à venda de casas sem abandonar a incorporação.

Expansão internacional

A JHSF mantém operações ou projetos da marca Fasano em Miami, Nova York, Punta del Este, Londres, Cascais e Milão. A empresa busca atender brasileiros no exterior, mas os analistas avaliam que a expansão exigirá também a conquista de consumidores locais e a disputa com grupos já estabelecidos.

Na Sardenha, a expansão enfrentou uma disputa urbanística. Em julho, o governo italiano revogou a autorização da primeira etapa do projeto Fasano Al Mare Beach Club. A permissão incluía a reforma da Villa Joy, uma casa dos anos 1960 localizada a cerca de 30 metros do mar.

Em agosto, a Villa Joy e a área do projeto foram colocadas sob sequestro judicial em uma investigação sobre suspeitas de uso incompatível com regras urbanísticas, abertura irregular de acessos e instalação de módulos pré-fabricados. O projeto mais amplo prevê hotel Fasano, casas, campo de golfe, centro comercial, marina e heliponto.

A JHSF informou que o projeto imobiliário está em fase de desenvolvimento e aprovação e que houve uma paralisação temporária do beach club. A empresa afirmou ainda que a suspensão não tem impacto financeiro relevante, porque a operação está em fase pré-operacional e não representa receita significativa no balanço atual.

Capital para crescer

Na última teleconferência de resultados, o presidente executivo declarou que uma geração anual de R$ 2 bilhões em renda recorrente poderia levar o valor de mercado da companhia para uma faixa entre R$ 30 bilhões e R$ 40 bilhões no médio e longo prazos. Atualmente, a empresa vale cerca de R$ 8 bilhões.

Para financiar os projetos, estão entre as alternativas dívida, novos fundos imobiliários, venda de participações e emissão de ações. A companhia disse ter caixa suficiente para cobrir mais de seis anos dos vencimentos do passivo e afirmou que contará também com a geração de caixa dos negócios recorrentes e com recursos de terceiros mobilizados pela JHSF Capital.

Analistas avaliam que alguns projetos podem levar cerca de uma década para recuperar o capital investido. Nesse período, a empresa pode ficar exposta a juros elevados, licenças, riscos ambientais e mudanças na demanda.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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