Garry Kasparov afirmou nesta quinta-feira (1º/10) que serviços de segurança dos Estados Unidos e da Lituânia o alertaram sobre um possível risco à sua vida. O ex-campeão mundial de xadrez é crítico do governo de Vladimir Putin e disse que também recebeu o aviso o ativista oposicionista Ivan Tyutrin.
A declaração foi publicada em um texto assinado por Kasparov. Ele comentou informações sobre um suposto plano para assassinar dissidentes russos dentro e fora do país. Os nomes dele e de Tyutrin, além dos de outras figuras da oposição, foram revelados nesta semana.
Kasparov afirmou que nem ele nem Tyutrin foram informados diretamente de que eram os alvos mencionados em uma acusação contra supostos assassinos. Segundo o ex-xadrezista, os serviços de segurança recomendaram que os dois tomassem precauções. “Fomos, no entanto, alertados pelos serviços de segurança da Lituânia e dos EUA de que nossas vidas estavam em perigo”, escreveu.
No mês passado, autoridades norte-americanas acusaram cinco homens de integrar uma rede que teria como objetivo matar opositores do governo Putin. O caso envolveu suspeitas de ações contra dissidentes russos no país e no exterior.
Kasparov se aposentou do xadrez em 2005. Ele deixou a Rússia em 2013, temendo perseguições relacionadas à sua atividade política.
O Kremlin não havia comentado o caso até o momento. A instituição alegou falta de provas concretas sobre a suposta rede criminosa presa nos Estados Unidos.








