Autoridades de inteligência ocidentais avaliam que a Rússia prepara medidas para ampliar o esforço de guerra contra a Ucrânia, incluindo o recrutamento de milhares de soldados e o aumento de ataques híbridos contra países europeus aliados de Kiev.
Os serviços de inteligência identificaram preparativos administrativos que poderiam permitir ao Kremlin iniciar uma mobilização discreta depois das eleições parlamentares russas deste fim de semana. “O que estamos vendo são preparativos administrativos para tornar isso possível, caso essa seja a decisão”, afirmou uma fonte de inteligência.
A eventual convocação não precisaria repetir o modelo adotado por Moscou em 2022, quando 300 mil reservistas foram chamados. A avaliação é que o Kremlin poderia usar mecanismos menos visíveis, como pressionar novos grupos a assinar contratos militares e elevar gradualmente o número de soldados enviados à guerra.
Eleições e possíveis ataques
Os russos votam entre esta sexta-feira e domingo (20) para renovar os 450 assentos da Duma, a Câmara baixa do Parlamento. Vladimir Putin negou neste mês a possibilidade de uma nova mobilização após o pleito e classificou as especulações como “absurdas”.
Analistas e fontes de inteligência ocidentais consideram que o resultado eleitoral pode dar ao Kremlin mais espaço político para ampliar as ações militares.
As mesmas autoridades também apontam a possibilidade de Moscou intensificar, nas próximas semanas, operações contra países europeus que apoiam Kiev. Entre as ações citadas estão sabotagens, ataques cibernéticos e operações contra infraestruturas estratégicas.








