A líder opositora María Corina Machado foi impedida de voltar à Venezuela em ao menos sete tentativas, afirmou o assessor dela, Pedro Urruchurtu. Duas das tentativas mais recentes ocorreram enquanto a presidente interina venezuelana, Delcy Rodríguez, se reunia com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Nova York.
Urruchurtu disse que as tentativas foram bloqueadas e que o retorno de María Corina ao país foi negado. Ela deixou a Venezuela em 9 de dezembro de 2025, em uma viagem secreta, e já vivia escondida antes disso por causa da perseguição política.
A primeira tentativa de retorno ocorreu em 26 de junho, em um avião particular. Durante o voo, o piloto teria recebido instruções por uma comunicação norte-americana para voltar aos Estados Unidos. Dois dias depois, María Corina tentou embarcar em um voo comercial que sairia do Panamá, mas teria sido impedida pela companhia aérea após um alerta da Venezuela.
Tentativas por terra, mar e ar
Uma nova tentativa por via terrestre foi planejada, mas não chegou a ser realizada. Na segunda-feira (21/9), ela teria tentado retornar por via marítima. A embarcação deveria atravessar o Canal do Panamá e seguir por alguns dias até o Caribe, mas não saiu por causa de um problema no motor.
Nas horas seguintes, um voo para Aruba não decolou por questões administrativas. Outro voo não recebeu autorização para aterrissar. Também foram negadas tentativas de pouso em Curaçao e em Boinare.
“Somam sete tentativas — sim, sete —, nas últimas semanas”, disse Urruchurtu.
No ano passado, María Corina recebeu o Prêmio Nobel da Paz por sua luta pela democracia e pelos direitos humanos na Venezuela.
Encontro com Trump
As tentativas de retorno ocorreram paralelamente ao primeiro encontro entre Delcy Rodríguez e Donald Trump. Após a reunião, Delcy classificou o momento como “histórico”.
Ela afirmou que os dois conversaram sobre o fortalecimento da relação bilateral e sobre uma agenda de cooperação em energia, mineração e segurança.








