A ex-goleira da Seleção Brasileira Marlisa Wahlbrink, conhecida como Maravilha, elogiou a evolução de Lorena e afirmou que o futebol feminino precisa dar mais protagonismo às atletas da posição. Para ela, o Brasil tem qualidade técnica e preparo físico para competir por títulos, mas ainda precisa melhorar o aspecto mental.
Maravilha acompanha Lorena desde a passagem da jogadora pelo Grêmio. Ela também citou Lelê, do Corinthians, e avaliou que o Brasil está bem servido de goleiras. Lorena foi indicada ao prêmio de melhor jogadora do mundo, enquanto Yanne, do Bahia, e Carlinha, do São Paulo, apareceram como novidades em uma convocação de Arthur Elias para amistosos da Seleção em outubro.
Mudanças na preparação
Maravilha participou da Copa do Mundo de 1999 e dos Jogos Olímpicos de 2000 e 2004, quando conquistou a medalha de prata. Em 2019, tornou-se a primeira mulher a trabalhar como preparadora de goleiras da Seleção Brasileira nas categorias Sub-15 e Sub-17, função que exerceu por quatro anos.
A ex-jogadora afirmou que os treinamentos mudaram desde o início de sua carreira. Segundo ela, antes havia excesso de repetições e pouca atenção à qualidade dos movimentos. A preparação passou a incluir, além dos fundamentos com as mãos, o jogo com os pés e uma participação maior da goleira nas partidas.
Maravilha, porém, disse discordar de parte dos métodos atuais. Ela criticou o uso do espacate em alguns treinos e afirmou que, nesse movimento, a goleira pode deixar de encarar a bola e perder o controle do gesto.
Estrutura e futuro
Natural de Constantina, Maravilha mudou-se ainda jovem para a cidade de Maravilha, no oeste catarinense, onde vive atualmente e mantém projetos de treinamento de goleiros. Ela começou a carreira como atacante no Cruzeiro-RS, mas encontrou no gol a posição que permitiu seguir no futebol.
Além da Seleção, defendeu Palmeiras, São Paulo, Corinthians e Grêmio. Encerrou a carreira no Saad, em 2009, por causa do desejo de ser mãe.
A ex-goleira afirmou que não vê diferença entre os treinamentos masculino e feminino, embora os resultados sejam influenciados por diferenças fisiológicas. Para ela, o futebol feminino pode reduzir essas diferenças com mais tecnologia e profissionais especializados.
Maravilha também rejeitou a ideia de reduzir as dimensões do campo ou das traves em partidas femininas. Na avaliação dela, a evolução deve ocorrer por meio da qualificação das profissionais e do aprimoramento do posicionamento das goleiras.








