VILNIUS — Mais de 3 mil pessoas participaram, neste 26 de setembro, da segunda Marcha pela Vida da Lituânia. Famílias, estudantes e idosos caminharam sob chuva e frio intenso em um ato que defendeu a dignidade da vida humana desde a concepção.
A marcha ocorreu em meio à divisão política sobre legislações reprodutivas e à queda nas taxas de natalidade locais. Os organizadores afirmaram que o objetivo era tratar das condições concretas da vida familiar, além dos slogans políticos, e destacar o valor das crianças não nascidas, independentemente de sua condição de saúde, etnia ou idade.
Durante o evento, os palestrantes abordaram maternidade, paternidade, deficiências, doenças graves e velhice. A mensagem apresentada foi a de que cada pessoa deve ser acolhida desde o início da vida.
Relato sobre inclusão
Saulius Karosas contou que o nascimento de sua quarta filha com síndrome de Down mudou a visão de mundo de sua família. Depois, a família decidiu adotar um menino com a mesma condição. O testemunho relacionou essa experiência à ideia de que a dignidade humana não depende da perfeição física nem da produtividade, mas da existência de cada indivíduo.
Os arcebispos Gintaras Grušas e Kęstutis Kėvalas defenderam uma participação ativa dos homens na proteção da vida. Eles destacaram o papel dos pais como líderes e provedores, o apoio às mães desde o início da gravidez e a participação na educação religiosa dos filhos. São José foi apresentado como modelo de responsabilidade silenciosa, presença constante e cuidado familiar.
Entre os desafios apontados para a valorização da vida na Lituânia estão o problema da fé, a mentalidade materialista e a passividade social. Segundo os líderes religiosos, algumas famílias deixam de ter filhos por causa da preocupação com os custos financeiros.
Como resposta, foi defendida a criação de uma rede de apoio prático para mulheres preocupadas com a gravidez, com auxílio de comunidades, empregadores e instituições.







