VILNIUS — Mais de mil pessoas participaram nesta segunda-feira (28) da segunda Marcha pela Vida da Lituânia, realizada sob chuva e frio. Famílias, estudantes e idosos acompanharam testemunhos e apresentações musicais em defesa da dignidade humana desde a concepção.
O evento concentrou os discursos nas experiências concretas da vida familiar, com destaque para a maternidade, a paternidade e as dificuldades relacionadas à perda de filhos, deficiências e doenças. Os organizadores defenderam que todas as pessoas têm dignidade igual e intrínseca, independentemente da condição de saúde, da idade ou da etnia.
A proteção das crianças que ainda não nasceram e o apoio a famílias em situação de vulnerabilidade também estiveram entre os principais temas da marcha.
Testemunho e propostas
Saulius Karosas relatou que o nascimento de seu quarto filho com síndrome de Down mudou a visão de mundo de sua família. Depois disso, ele e a esposa adotaram outro menino com a mesma condição. A experiência, segundo Karosas, reforçou para a família o valor e a beleza de cada pessoa.
O arcebispo Gintaras Grušas defendeu medidas práticas para que mulheres que enfrentam uma gravidez difícil encontrem apoio em suas comunidades e instituições. Ele também pediu maior participação dos homens e citou São José como exemplo de responsabilidade.
O arcebispo Kęstutis Kėvalas afirmou que os cristãos devem colaborar com Deus na transmissão da vida. Ele criticou a passividade e a mentalidade materialista que podem levar as famílias a considerar apenas os custos financeiros de ter filhos.
Debate na Lituânia
A marcha ocorreu em meio a discussões sobre políticas familiares, após uma queda nas taxas de natalidade no país. Os legisladores estão divididos sobre leis reprodutivas, incluindo o acesso ao aborto e técnicas de fertilização in vitro.
Realizado em Vilnius, conhecida como a “Cidade da Misericórdia”, o ato também pediu um ambiente mais acolhedor e seguro para o desenvolvimento das famílias e a proteção dos direitos dos nascituros, com participação da sociedade civil e dos empregadores.








