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Midterms nos EUA terão disputa apertada por cadeiras no Congresso

Republicanos mantêm maiorias estreitas, enquanto democratas podem assumir o controle de uma ou das duas casas legislativas.

Midterms nos EUA terão disputa apertada por cadeiras no Congresso

As eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, marcadas para 3 de novembro, vão definir as 435 cadeiras da Câmara federal e 35 dos 100 assentos do Senado. O resultado pode manter ou retirar do Partido Republicano, do presidente Donald Trump, as pequenas maiorias que possui nas duas casas.

Projeção do Cook Political Report aponta que 213 cadeiras da Câmara tendem a ficar com democratas e 201 com republicanos. As 21 restantes são consideradas “battlegrounds”, disputas sem vencedor claro.

Essas cadeiras estão no Arizona (6º distrito), Califórnia (22º), Colorado (8º), Flórida (14º, 22º e 25º), Iowa (2º), Michigan (4º, 7º e 10º), Carolina do Norte (1º e 11º), Nova York (17º), Ohio (7º e 9º), Pensilvânia (8º), Texas (15º e 34º), Virgínia (1º e 2º) e Wisconsin (3º).

No Senado, 13 cadeiras têm tendência de vitória democrata e 15, republicana. Os sete campos de batalha são Alasca, Iowa, Kansas, Maine, Michigan, Ohio e Texas.

Trump amplia campanha republicana

A disputa levou Donald Trump e o vice-presidente J.D. Vance a intensificarem a participação em comícios de candidatos republicanos. Em Michigan, Vance criticou o democrata Abdul El-Sayed, que enfrenta o republicano Mike Rogers por uma vaga no Senado. El-Sayed respondeu que o mal seria retirar o acesso à saúde dos trabalhadores, elevar os custos de alimentos e combustível e dividir a população por interesse próprio.

El-Sayed é muçulmano, filho de imigrantes egípcios e defende o fim da ajuda militar a Israel. Ele também acusou o país de ser um “Estado pária” e de cometer “genocídio” na Faixa de Gaza.

O grupo Socialistas Democráticos da América, conhecido pela sigla DSA, esteve envolvido em outra disputa. Will Lawrence deixou a organização durante a campanha pela cadeira do 7º distrito de Michigan na Câmara, contra o republicano Tom Barrett. “Tenho muito respeito pelo DSA e pelo trabalho que realizam em todo o país”, disse Lawrence.

Trump prometeu fazer campanha em 35 dos distritos mais disputados. No sábado (3), participou em Ohio de um comício do senador republicano Jon Husted, que enfrenta o democrata Sherrod Brown.

Possíveis efeitos no governo

Para João Alfredo Lopes Nyegray, professor da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, uma vitória republicana seria interpretada como reconhecimento da gestão Trump e autorização para aprofundar suas propostas. Uma derrota expressiva, afirmou, poderia reduzir a capacidade do presidente de exigir lealdade da base republicana e estimular possíveis candidatos à Presidência em 2028.

Segundo Nyegray, a vitória democrata em uma das casas já permitiria bloquear propostas e controlar comissões capazes de investigar negócios da família Trump, possíveis conflitos de interesse, operações militares no Irã e na Venezuela, a política migratória e a divulgação dos arquivos do caso Epstein.

Se os democratas também conquistarem o Senado, poderiam dificultar a confirmação de autoridades e juízes indicados por Trump. Ainda assim, o analista avaliou que um impeachment seria improvável: a Câmara pode aprovar a destituição por maioria simples, mas a condenação exige dois terços dos senadores. Sem essa perspectiva, a iniciativa poderia ser apresentada por Trump como perseguição partidária.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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