Os oceanos armazenaram, em 2025, a maior quantidade de calor já registrada. O dado consta da 10ª edição do relatório do observatório europeu Copernicus, divulgado nesta quarta-feira (30/9).
O estudo calcula que 23 zettajoules de calor foram lançados nos oceanos no ano passado. O volume equivale a quase 40 vezes toda a energia consumida pela humanidade em 2025.
A acidez dos oceanos aumentou aproximadamente 17% entre 1985 e 2025. Os efeitos do aquecimento também aparecem no fitoplâncton: cerca de 5% do oceano global apresentou alteração persistente nos padrões sazonais nas últimas três décadas.
Gelo e recifes
No Ártico, a extensão média mensal do gelo marinho encolheu cerca de 490 mil km² por década entre 1979 e 2025. A perda corresponde, a cada dez anos, a uma área próxima à extensão da Espanha.
O relatório também aponta que quase um quarto dos recifes de coral ameaçados nas Zonas Econômicas Exclusivas dos Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento enfrentou, entre 1982 e 2025, estresse térmico acumulado em níveis que podem causar mortalidade.
Os oceanos absorveram cerca de um terço do dióxido de carbono emitido pela humanidade.








