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Páginas desaparecidas de manuscrito católico são localizadas na Inglaterra

Katie Walter e James Wade encontraram no arquivo de East Sussex folhas que faltavam em uma cópia preservada por Yale.

Páginas desaparecidas de manuscrito católico são localizadas na Inglaterra

Pesquisadores ingleses localizaram páginas desaparecidas de um manuscrito católico medieval e confirmaram que elas completam uma cópia preservada pela Biblioteca Beinecke de Livros Raros e Manuscritos da Universidade Yale.

O livro é uma versão de “O Espelho da Vida Abençoada de Cristo”, traduzida pelo monge inglês Nicholas Love a partir de uma obra devocional do século XIV. O texto teve grande circulação entre católicos ingleses antes da Reforma, como indicam algumas centenas de manuscritos que ainda existem.

Katie Walter, da Universidade de Sussex, e James Wade, do Girton College da Universidade de Cambridge, identificaram os fragmentos no arquivo público de East Sussex. Wade afirmou que já se sabia da existência dessas partes, mas não se conhecia sua localização. A comparação mostrou que as folhas correspondiam exatamente ao trecho ausente no exemplar mantido em Yale.

O vínculo com John Gage

O manuscrito da Biblioteca Beinecke pertenceu a John Gage, cortesão da Inglaterra da era Tudor. Wade afirmou que a vida dele foi “quase cortada ao meio pela Reforma Inglesa”. Gage permaneceu católico depois da mudança religiosa e foi classificado entre os recusantes, pessoas que não se converteram.

Mesmo vivendo na Inglaterra pós-Reforma, Gage não foi para o exílio, não foi executado e não perdeu o emprego. Ele trabalhava para o rei e participou da dissolução dos mosteiros, processo que envolvia recolher propriedades das casas monásticas para a Coroa.

A assinatura de Gage aparece no manuscrito, ao lado dos nomes de duas freiras que os historiadores acreditam terem sido proprietárias anteriores. O livro defendia a validade de sacramentos como a confissão e a Eucaristia e poderia ser considerado herético na Inglaterra pós-Reforma.

Wade disse que Gage pode ter levado o volume de uma biblioteca monástica para casa. Outra hipótese é que alguém tenha retirado o livro do local e que ele tenha passado por várias mãos antes de ser adquirido por Gage. Para o pesquisador, o ponto central é que Gage preservou a obra quando livros com esse conteúdo deveriam ser destruídos.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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