O Conselho de Padres (COP) da Conferência Episcopal Católica da África Austral foi criado para ampliar a colaboração entre padres e bispos e tratar de questões relacionadas ao sacerdócio. A estrutura reúne presidentes de conselhos de padres de diferentes dioceses e adota uma abordagem sinodal.
A primeira reunião de planejamento estratégico do COP ocorreu de 9 a 11 de setembro. O encontro definiu prioridades para o período 2026-2029 e discutiu desafios da vida e do ministério sacerdotal, com representantes de dioceses e arquidioceses da África do Sul e de Essuatíni.
O vice-presidente do conselho, padre Alex Beukes, afirmou que a mudança em relação ao antigo Conselho de Padres da África Austral ocorreu porque havia pouca colaboração entre bispos e padres. Segundo ele, o novo órgão permite que os sacerdotes compartilhem experiências e preocupações sobre o trabalho realizado em diferentes dioceses.
“Uma das razões para a mudança para o COP é que descobrimos que não havia muita colaboração entre bispos e padres”, disse Beukes.
Prioridades e desafios
A reunião abordou finanças, administração, missão, assistência médica, autocuidado, aposentadoria e estresse mental. As discussões também trataram das mudanças na Igreja e dos efeitos das condições financeiras sobre as paróquias e os padres que trabalham nelas.
Beukes disse que o objetivo era produzir ideias práticas para serem levadas aos conselhos paroquiais e às dioceses. A estrutura também permite que os presidentes dos conselhos comuniquem aos bispos e vigários-gerais as questões levantadas pelos padres e acompanhem a implementação das medidas discutidas.
Para o padre Sandile Mswane, da Diocese de Manzini, em Essuatíni, o encontro foi “uma revelação” e trouxe informações que poderão ser compartilhadas com os padres de sua diocese.
O padre Albert Post, da Diocese de Haia, apontou pressões financeiras, políticas de aposentadoria e estresse mental entre os temas que exigem atenção. Já o padre Lawrence Kamala, da Diocese de Port Elizabeth, na África do Sul, afirmou que as discussões mostraram a necessidade de fortalecer os vínculos entre bispos e padres e também entre os próprios sacerdotes.







