O Papa Leão XIV foi diagnosticado com adenocarcinoma pulmonar após uma cirurgia para retirar o lobo inferior do pulmão direito. O exame histológico realizado durante o procedimento confirmou o diagnóstico, que já havia sido suspeitado em exames pré-operatórios, informou o Vaticano.
A cirurgia foi feita na terça-feira com uma técnica assistida por vídeo. A Santa Sé informou que o papa permaneceu na sala de cirurgia por aproximadamente 3 horas, enquanto o procedimento durou cerca de 90 minutos. Não houve complicações.
O que pode definir o tratamento
O oncologista Luis Ráez, que não trata o pontífice, explicou que o adenocarcinoma é o tipo mais comum de tumor pulmonar. Ele afirmou, porém, que a gravidade depende principalmente do estágio da doença, do tamanho do tumor e de sua eventual disseminação.
Durante a oração do Angelus no domingo, 11 de outubro, Leão XIV disse que um nódulo no pulmão havia sido identificado “em um estágio muito inicial” e estava “bem localizado”. Para Ráez, a decisão de realizar a cirurgia pode indicar que o câncer não estava em estágio avançado. Ele ponderou que casos metastáticos, classificados como estágio três ou estágio quatro, geralmente não são tratados inicialmente com uma operação.
Segundo o especialista, a necessidade de tratamento adicional dependerá do tamanho do tumor e da existência de metástases. Se a lesão tiver mais de quatro centímetros, a cirurgia não será suficiente e a quimioterapia será necessária. Com menos de quatro centímetros, a remoção pode ser suficiente, seguida de acompanhamento médico.
Ráez estimou que a chance de cura para um câncer de pulmão em estágio inicial fica entre 80 e 90%, embora exista possibilidade de retorno da doença. Ele também afirmou que, por ser saudável, o papa provavelmente estará bem em algumas semanas. Leão XIV tem 71 anos.
O acompanhamento deverá incluir tomografias computadorizadas a cada seis meses pelos próximos cinco anos, até que os médicos confirmem que o câncer não voltou e que houve cura. O oncologista disse ainda que esse tipo de cirurgia costuma exigir internação de dois ou três dias nos Estados Unidos, mas que uma permanência maior pode ter sido planejada por precaução.








