A Rússia afirmou, em uma nota diplomática enviada à Otan, que poderá usar armas nucleares contra países da aliança caso Kaliningrado seja isolada do restante do território russo. O enclave fica entre a Lituânia e a Polônia.
No documento, a Rússia acusou a Otan de preparar um bloqueio aéreo e naval de Kaliningrado e da região de Kaliningrado, sem apresentar provas. A nota afirma que o país está pronto para usar todo o arsenal e as capacidades disponíveis, incluindo armas nucleares, para defender o território.
A Otan negou que esteja planejando qualquer bloqueio ao enclave. A aliança também declarou que nenhum de seus exercícios ou atividades representa uma ameaça ao território da Federação Russa.
Em resposta, a Otan pediu que a Rússia encerre a invasão em larga escala e não provocada da Ucrânia. A aliança também cobrou o fim de comportamentos que classificou como cada vez mais imprudentes em relação aos países-membros e da retórica nuclear que chamou de irresponsável.
Ameaças nucleares
Desde o início da guerra na Ucrânia, em fevereiro de 2022, Vladimir Putin e outros integrantes da ditadura russa fizeram várias ameaças de uso de armas nucleares. A Rússia, porém, nunca concretizou esses ataques, o que faz analistas de geopolítica não levarem os ultimatos a sério.
Para Ivana Stradner, pesquisadora da Fundação para a Defesa das Democracias, a ameaça nuclear é usada por Putin como tática de intimidação. Em artigo publicado em agosto pelo jornal Kyiv Post, ela afirmou que a guerra está custando mais caro ao presidente russo, produzindo menos resultados e sobrecarregando a economia da Rússia.








