TENNESSEE, EUA — O governador Bill Lee suspendeu as execuções de pena de morte no Tennessee depois que Christa Pike sobreviveu a duas aplicações de injeção letal. Ele também determinou uma investigação para descobrir o que provocou a falha.
“Precisamos saber por que o resultado é diferente”, afirmou Lee. Segundo o governador, o procedimento já havia sido usado mais de 100 vezes nos Estados Unidos sem o mesmo resultado.
Falha na execução
Pike, de 50 anos, foi condenada à pena de morte pela tortura e morte de Colleen Slemmer, uma colega de classe. O crime ocorreu quando ela tinha 18 anos. A condenada passou 30 anos no corredor da morte e seria a primeira mulher executada no Tennessee em 200 anos.
O Departamento de Correções do estado informou que a execução ocorreria na quarta-feira (30/9). Pike recebeu pentobarbital, substância usada para induzir inconsciência, paralisia respiratória e morte.
Jornalistas que acompanhavam o procedimento relataram que ainda era possível ouvir Pike roncando e respirando depois da primeira dose. Cerca de 20 minutos mais tarde, funcionários fecharam a cortina da sala, mas os sons continuaram audíveis.
Após cerca de 40 minutos, por volta das 20h55, a imprensa foi retirada do local. Pike foi levada a um hospital, e o estado não havia informado seu quadro clínico até a última atualização.
Suspensão no estado
Esta foi a segunda execução malsucedida no Tennessee neste ano. Em maio, as autoridades não conseguiram instalar um acesso intravenoso para executar Tony Carruthers. O caso também foi investigado.
A suspensão cancelou outra execução marcada para dezembro. O estado pretende revisar os procedimentos usados para executar prisioneiros. A pena de morte é permitida em 27 dos 50 estados dos Estados Unidos.






