NOVA YORK — O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, se reuniram pela primeira vez na noite desta terça-feira (22), no hotel Lotte New York Palace.
O encontro ocorreu durante uma recepção oferecida por Trump a líderes estrangeiros durante a Semana de Alto Nível da ONU. Participaram também o secretário de Estado americano, Marco Rubio; o vice-chefe de gabinete, Stephen Miller; a chefe de gabinete da Casa Branca, Susie Wiles; e o secretário do Tesouro, Scott Bessent.
Delcy afirmou que os dois governos discutiram o fortalecimento da relação bilateral e uma agenda de cooperação em energia, mineração e segurança. “Realizamos uma reunião histórica com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump”, escreveu a presidente interina no X.
Ela também agradeceu o apoio americano durante a emergência provocada pelos terremotos de 24 de junho e o respaldo à reinserção da Venezuela em espaços multilaterais. Delcy disse que os países devem conduzir a nova etapa da relação por meio do diálogo.
A aproximação ocorre após a captura do então presidente venezuelano Nicolás Maduro em uma operação militar em Caracas, em janeiro. Trump não apoiou nomes da oposição para comandar o país e passou a se aproximar de Delcy Rodríguez.
Estados Unidos e Venezuela restabeleceram relações diplomáticas e assinaram acordos. Entre eles está a concessão aos Estados Unidos de direitos para explorar reservas venezuelanas de até 65 bilhões de barris de petróleo. O compromisso foi questionado pela oposição do país e mencionado por Trump em discurso na Assembleia Geral da ONU.
“Estamos trabalhando em estreita colaboração com os líderes da Venezuela para construir um futuro muito melhor para o povo venezuelano”, afirmou o presidente americano.
A participação de Delcy na Assembleia Geral provocou protestos em Nova York e críticas de políticos americanos. O deputado republicano Carlos A. Giménez disse que 344 presos políticos permaneciam detidos na Venezuela, segundo a organização Foro Penal, e defendeu eleições presidenciais livres e justas. A manifestação foi publicada na segunda-feira (21).








