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Viagem de Delcy Rodríguez aos EUA sinaliza afastamento de Maduro

A líder interina da Venezuela não visitou Nicolás Maduro e evitou citar o antecessor em discurso na ONU.

Viagem de Delcy Rodríguez aos EUA sinaliza afastamento de Maduro

A viagem de Delcy Rodríguez aos Estados Unidos nesta semana reforçou o afastamento de Nicolás Maduro dentro do regime chavista, segundo os sinais apresentados durante a visita. Maduro foi capturado em Caracas em 3 de janeiro e está detido em Nova York, onde será julgado por acusações relacionadas a narcoterrorismo.

Rodríguez não visitou o ex-presidente na prisão, embora o governo venezuelano continue pagando a defesa dele nos Estados Unidos. Ao deixar o hotel, ela foi questionada por jornalistas sobre uma possível visita, mas não respondeu.

Discurso na ONU

Na 81ª Assembleia Geral da ONU, Rodríguez citou as dificuldades enfrentadas pela Venezuela sem mencionar o nome de Maduro. Ela afirmou que 2026 foi marcado por duas grandes provações: o confronto político com os Estados Unidos e o duplo terremoto de 24 de junho.

A líder interina também adotou um tom conciliador com o governo de Donald Trump, com quem havia se reunido na véspera. Rodríguez agradeceu a disposição para retomar relações diplomáticas e de cooperação e afirmou que os dois países trabalhavam para avançar em energia, segurança, combate ao crime transnacional e cooperação econômica. Ela lembrou que a última reunião entre presidentes da Venezuela e dos Estados Unidos havia ocorrido em 2009.

O ministro do Interior da Venezuela, Diosdado Cabello, também mencionou a captura de Maduro em tom menos agressivo. À emissora estatal VTV, ele declarou: “Tivemos fatos muito tristes e lamentáveis aqui em 3 de janeiro”. Cabello acrescentou que a voz da Venezuela nas Nações Unidas era a voz de Delcy Rodríguez.

Para Beatriz Arias, o discurso representou uma “virada de página” em relação à era de Hugo Chávez e Maduro. Ela destacou a ausência dos nomes dos dois antecessores e afirmou que a administração interina buscou enviar aos investidores a mensagem de que a personalização do poder havia terminado.

A colunista também apontou que continuam pendentes a libertação dos presos políticos detidos na Venezuela e a realização de eleições livres no país.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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