Donald Trump anunciou neste domingo (11) uma trégua energética entre Rússia e Ucrânia. A proposta prevê interromper ataques contra refinarias e instalações de geração e abastecimento de energia dos dois países, sem suspender os demais combates da guerra.
Trump afirmou que os governos russo e ucraniano aceitaram a medida, mas não informou sua duração nem apresentou regras de funcionamento. Na Truth Social, escreveu: “Com efeito imediato, entra em vigor um cessar-fogo em matéria de energia na guerra entre Rússia e Ucrânia. Ambas as partes deram seu consentimento. Não o infrinjam!”.
A reação inicial de Volodymyr Zelensky colocou em dúvida o anúncio. Mais tarde, o presidente da Ucrânia disse apoiar a proposta, embora ainda aguardasse detalhes dos americanos. Zelensky também denunciou um ataque russo contra uma usina de eletricidade e aquecimento em Kharkiv após a declaração de Trump. Moscou não havia confirmado publicamente o acordo até então.
O que a medida prevê
A trégua não inclui a retirada de tropas, nem impede bombardeios e confrontos no campo de batalha. Também não foram divulgadas uma lista dos locais protegidos ou regras para verificar o cumprimento do acordo.
Nas últimas semanas, a Ucrânia intensificou ataques contra refinarias russas, afetando a produção de combustíveis. A Rússia, por sua vez, bombardeia instalações responsáveis pelo fornecimento de eletricidade e aquecimento aos ucranianos. Com a chegada do inverno, os prejuízos podem dificultar ainda mais a vida da população.
Pressão sobre o preço do diesel
Trump atribui parte da alta do diesel aos ataques contra refinarias russas. O combustível também foi afetado pela guerra no Irã. O encarecimento preocupa a Casa Branca antes das eleições legislativas de novembro, quando o Partido Republicano corre o risco de perder a maioria na Câmara e no Senado.
Na sexta-feira (9), Trump anunciou a liberação, até abril, de negociações com diesel russo para tentar conter os preços. As transações estavam sujeitas a sanções desde a invasão da Ucrânia, em 2022. Zelensky criticou a decisão por considerar que ela poderia estimular Moscou a continuar os ataques.
Trump já havia anunciado uma pausa semelhante em setembro, mas os bombardeios continuaram.








