AMSTERDÃ — Um voo da KLM que seguia para Curaçao voltou ao Aeroporto de Schiphol após um carregador portátil pegar fogo durante o trajeto. O incidente ocorreu nessa quinta-feira (17/9), quando a aeronave estava sobre o Atlântico.
As chamas foram identificadas e contidas rapidamente pela tripulação. Mesmo assim, o piloto decidiu interromper a viagem depois de cinco horas e meia de voo. Ao todo, os passageiros ficaram cerca de 11 horas no ar antes de desembarcar na Holanda. Eles foram reacomodados em outros voos.
Ex-CEO estava com o dispositivo
O carregador pertencia a Camiel Eurlings, ex-CEO da KLM. Ele usava o dispositivo a bordo, prática que contraria as normas da companhia, e sofreu ferimentos leves. Testemunhas disseram que Eurlings dormia quando foi acordado pelo barulho da explosão.
Um passageiro que estava sentado perto dele relatou que ouviu um estrondo e viu chamas saindo da parte superior do assento. Segundo o relato, a tripulação agiu rapidamente e tranquilizou os passageiros. Eurlings ficou abalado com o episódio e com o transtorno causado, conforme o passageiro.
A KLM permite que cada passageiro leve até dois carregadores portáteis. Os dispositivos precisam ficar na bagagem de mão e permanecer visíveis, mas não podem ser usados nem carregados durante o voo.
Segundo caso com carregador
Este foi o segundo voo da KLM interrompido por um incidente envolvendo esse tipo de dispositivo. Em agosto de 2025, um carregador colocado no compartimento de bagagem de mão pegou fogo em uma viagem para São Paulo.
Na ocasião, a fumaça tomou a cabine, e a aeronave também precisou retornar a Amsterdã.








