WASHINGTON — Xi Jinping chegou aos Estados Unidos nesta quarta-feira (23) para uma visita de Estado de três dias. O presidente chinês se reunirá com Donald Trump nesta quinta-feira (24), na Casa Branca, para tratar de comércio, Taiwan, tecnologia, inteligência artificial e das relações da China com o Irã.
Trump recebeu Xi e Peng Liyuan na Base Conjunta Andrews, nos arredores de Washington. A agenda desta quinta-feira prevê cerimônia oficial, reunião entre os líderes e jantar de Estado. Xi permanecerá no país até sexta-feira (25).
Esta é a primeira visita de Estado do líder chinês aos Estados Unidos em mais de uma década. A última ocorreu em setembro de 2015, durante o governo de Barack Obama. Xi também se encontrou com Trump em Mar-a-Lago, na Flórida, em 2017, e com Joe Biden na Califórnia, em novembro de 2023.
Comércio, Taiwan e tecnologia
Um dos temas centrais será a trégua comercial entre os dois países, que expira em 10 de novembro. O secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, disse que Washington considera prorrogar o acordo temporário ou negociar um entendimento mais amplo. Os Estados Unidos também querem que a China cumpra o compromisso de comprar pelo menos US$ 17 bilhões anuais em produtos agrícolas americanos entre 2026 e 2028.
Pequim, por sua vez, busca reduzir as restrições americanas ao acesso de empresas chinesas a tecnologias avançadas. Washington quer que a China facilite o fornecimento de terras raras e outros minerais usados em semicondutores, automóveis, equipamentos militares e produtos tecnológicos.
Taiwan deve ser outro ponto sensível. A China considera a ilha parte de seu território e se opõe às vendas de armas americanas ao governo taiwanês. O embaixador chinês nos Estados Unidos, Xie Feng, afirmou que Taiwan está entre as “linhas vermelhas” na relação com Washington.
Autoridades dos dois países também discutiram um sistema bilateral para comunicar incidentes graves envolvendo inteligência artificial. Bessent afirmou que as conversas sobre segurança em IA continuarão em uma reunião prevista para ocorrer em Shenzhen, na China, dentro de cerca de dois meses.
Irã e presos na China
Trump deve pressionar Xi sobre as relações da China com o Irã. Pequim é o maior comprador de petróleo iraniano e mantém relações comerciais com Teerã. O governo americano também pretende discutir casos de cidadãos dos Estados Unidos detidos na China.
Parlamentares americanos pediram ainda que Trump cobre a libertação de religiosos presos. Entre os casos mencionados estão Gao Quanfu e Pang Yu, Tang Bingyi, da igreja Light of Zion, e oito integrantes da Zion Church.
A Comissão dos Estados Unidos sobre Liberdade Religiosa Internacional pediu que Trump pressione Xi pelo fim da perseguição religiosa e pela libertação de pessoas detidas por exercerem sua fé. A agenda oficial termina com um jantar oferecido por Trump e Melania Trump a Xi e Peng Liyuan.








