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Xi e Trump discutem como evitar conflito entre China e EUA

Em encontro na Casa Branca, os líderes trataram de Taiwan, comércio, inteligência artificial e segurança internacional.

Xi e Trump discutem como evitar conflito entre China e EUA

Xi Jinping defendeu a Donald Trump a superação da chamada Armadilha de Tucídides como forma de evitar um confronto direto entre China e Estados Unidos. A discussão ocorreu ontem (24), durante uma reunião de três horas na Casa Branca sobre os limites da competição entre as duas potências.

O conceito faz referência ao historiador grego Tucídides, que associou o crescimento de Atenas ao temor de Esparta, em um processo que levou à Guerra do Peloponeso no século V a.C. Nas relações internacionais, a expressão descreve o risco de guerra quando uma potência em ascensão ameaça o domínio de outra já estabelecida. Na disputa atual, a China é apresentada como força ascendente, enquanto os Estados Unidos ocupam a posição dominante.

Disputa entre as potências

A teoria foi analisada pelo cientista político Graham Allison, que examinou 16 casos históricos dos últimos 500 anos. Em 12 deles, a rivalidade entre uma potência em crescimento e outra já poderosa terminou em guerra aberta. Para Allison, mecanismos eficientes de comunicação podem evitar um confronto, embora a competição em tecnologia, economia e defesa aumente o risco de erros de cálculo.

Taiwan concentrou a principal divergência da reunião. Xi Jinping pressionou Washington a se opor formalmente à independência da ilha, considerada parte do território chinês por Pequim. Os Estados Unidos mantêm apoio militar a Taipei.

Os líderes também discutiram a balança comercial e a segurança internacional, incluindo a guerra no Irã. Xi sugeriu a retomada das negociações entre americanos e iranianos para a elaboração de um acordo nuclear amplo. A reunião buscou direcionar a disputa para avanços mútuos, em vez de uma lógica de soma zero.

Inteligência artificial

Xi Jinping defendeu que a inteligência artificial permaneça sob controle humano. A posição se relaciona ao debate sobre os riscos de a tecnologia avançar além da supervisão estatal ou da capacidade de manejo da humanidade.

Dias antes do encontro, grandes empresas do setor nos Estados Unidos haviam alertado para a necessidade de supervisão a fim de evitar o mau uso da ferramenta. Para Xi, a competição em áreas como semicondutores e inteligência artificial deve respeitar limites para não provocar crises.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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