O acordo anunciado por Donald Trump impede que países considerados adversários dos Estados Unidos instalem bases militares, mantenham tropas ou façam investimentos em setores sensíveis da Groenlândia sem autorização prévia e por escrito do governo norte-americano.
A medida foi divulgada pelo presidente dos EUA em sua conta oficial na Truth Social nesta 6ª feira (18.set.2026). A assinatura está prevista para a próxima semana, durante uma Assembleia Geral da ONU. Trump afirmou que o pacto terá duração indefinida, não exigirá recursos dos cofres norte-americanos e permitirá operações dos EUA na região por tempo indeterminado.
O entendimento também prevê o começo imediato de planos para ampliar e desenvolver a presença militar norte-americana em áreas estratégicas da ilha. Trump disse que a atuação será feita em cooperação com a população local.
Defesa no Ártico
A Groenlândia é alvo antigo do interesse dos Estados Unidos por sua posição no Ártico, pelas novas rotas marítimas e pelas reservas naturais. No início de 2025, Trump já havia apresentado o projeto do Domo de Ouro (Golden Dome), um escudo de defesa antimísseis continental planejado para a ilha.
A Dinamarca havia declarado em outras ocasiões que não pretendia abrir mão da soberania sobre a Groenlândia nem permitir o controle norte-americano. A conta oficial do gabinete da primeira-ministra dinamarquesa, porém, confirmou o acordo.
O presidente do Naalakkersuisut, Jens-Frederik Nielsen, afirmou que o pacto reforça a segurança da Groenlândia, do Reino da Dinamarca, dos EUA e da aliança ocidental. A primeira-ministra Mette Frederiksen declarou que o entendimento reconhece a soberania e a integridade territorial do Reino, além do direito do povo gronelandês à autodeterminação.
O comunicado dinamarquês também diz que o acordo reforça a segurança comum no Ártico e na região do Atlântico Norte, com efeitos para a NATO e a Europa. A nota informou que não seriam divulgados comentários adicionais naquele momento.







