A Meta desabilitou por algumas horas os anúncios do perfil oficial de Luiz Inácio Lula da Silva no Facebook. A empresa, dona também do Instagram, ainda não explicou o motivo da suspensão temporária.
O episódio ocorreu a dez dias das eleições e passou a alimentar suspeitas de que a plataforma estaria favorecendo adversários políticos do PT. Aliados de Lula associaram o caso à atuação de empresas sediadas nos Estados Unidos.
A discussão também envolve uma declaração de Mark Zuckerberg. O proprietário da Meta afirmou que colaboraria com a administração de Donald Trump para pressionar governos que estivessem agindo contra empresas americanas.
Ações na Justiça
Lula e Renan Santos, candidato do Missão, protocolaram ações na Justiça contra a interferência americana nas eleições. Até o momento, a Meta não se pronunciou sobre a desativação dos anúncios do perfil presidencial.
Outro episódio citado no debate sobre a atuação da empresa foi a remoção do perfil do humorista Fábio Porchat. A conta saiu do ar depois da publicação de um vídeo sobre o caso Master.
No conteúdo, Porchat apresentou o caso como associado à direita, com destaque para suspeitas envolvendo pessoas ligadas à Igreja Batista da Lagoinha e para a participação de aliados de Flávio Bolsonaro no escândalo. O vídeo não mencionou os efeitos sobre o senador petista Jaques Wagner.
A Meta informou que restaurou a conta de Porchat depois de uma “revisão interna” e pediu desculpas pelo inconveniente. Sobre o perfil de Lula, a empresa ainda não apresentou esclarecimentos.








