A equipe brasileira de ginástica rítmica poderá levar uma ginasta reserva para a disputa de conjunto nos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028. A mudança foi anunciada pela Confederação Brasileira de Ginástica (CBG) e será apresentada ao Congresso da Federação Internacional de Ginástica, em Bangkok, na Tailândia.
Com a nova regra, o quinteto brasileiro, já classificado para a Olimpíada, terá uma sexta integrante na delegação. Serão cinco ginastas em competição e uma reserva. A alteração é inédita nos Jogos Olímpicos.
A proposta foi apresentada pela CBG após o caso envolvendo Victória Borges em Paris 2024. A ginasta sofreu uma lesão entre as apresentações da fase classificatória. Como não havia direito a uma reserva, o Brasil não pôde fazer a substituição e ficou fora da final.
“Foi uma luta da CBG”, afirmou Henrique Motta, presidente da entidade. Segundo ele, a mudança contou com o apoio do Comitê Técnico de ginástica rítmica da World Gymnastics e com a interlocução junto à federação internacional.
Ricardo Resende, diretor-geral da CBG, disse que o episódio ocorrido na Olimpíada de 2024 foi usado como exemplo para a alteração. A entidade classificou a mudança como uma necessidade para a ginástica rítmica mundial.
O Brasil garantiu vaga antecipada em Los Angeles após conquistar o bronze na prova geral do Mundial de Frankfurt, em agosto. Espanha e Japão também asseguraram classificação. Na mesma competição, as brasileiras foram campeãs nas provas por aparelhos, com títulos nas séries de cinco bolas e de arcos e maças.








