Ronaldo Caiado (PSD) afirmou que pretende participar de todos os debates presidenciais até o primeiro turno e pediu que os encontros não sejam cancelados. O candidato disse que a presença nesses eventos faz parte da estratégia para tornar sua trajetória mais conhecida fora de Goiás e apresentar uma alternativa à polarização.
Na entrevista desta sexta-feira (18), Caiado também declarou que solicitou ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) a quebra dos sigilos relacionados ao INSS e ao Banco Master. Ele defendeu que as investigações sejam conhecidas antes da votação de 4 de outubro. “Se o eleitor votar no dia 4 de outubro, não terá como pedir o voto de volta se acabar elegendo um corrupto”, afirmou.
Indicações ao Supremo
Caso seja eleito, o candidato disse que indicará quatro mulheres para vagas no STF. A cadeira de Luís Roberto Barroso está desocupada, e também estão previstas as aposentadorias de Luiz Fux, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes. Caiado não apresentou uma lista, mas citou a ex-procuradora-geral da República Raquel Dodge.
Ele relacionou Dodge ao inquérito da fake news, aberto por Dias Toffoli em 2019 e remetido ao relator Alexandre de Moraes.
Campanha e propostas
Caiado afirmou que continuará na disputa e espera que novos fatos alterem o cenário das pesquisas. Ele disse que, em 16 dias, os eleitores podem reavaliar as opções e deixar de votar apenas contra outro candidato.
O candidato atribuiu o baixo conhecimento de seu nome no país à concentração de sua atuação no governo de Goiás. Segundo ele, chegou a 88% de aprovação no estado. Também afirmou que pretende alcançar eleitores que ainda não conhecem seu histórico como deputado, senador e governador.
Na segurança pública, defendeu o uso integrado de dados para combater apostas clandestinas e disse que criará o Ministério da Segurança Pública. A proposta mencionada por ele reúne Receita Federal, COAF, CVM e inteligência da Polícia Federal no sistema Sentinela.
Caiado também citou o uso de inteligência artificial em Goiás. Segundo o candidato, os índices de criminalidade caíram de 40,7% para 16,5% durante sua gestão, uma redução de 60%. Ele ainda afirmou que não houve assaltos a bancos, instituições financeiras e carros-fortes no período.
No questionário final, declarou ser contra bets e a legalização do aborto, favorável à redução da maioridade penal, ao fim do foro privilegiado, à PEC 6x1 e ao teto de gastos. Disse ser favorável ao impeachment de ministros do STF quando houver motivos constitucionais e classificou o 8 de janeiro como “Uma baderna”.








