Uma revista de fim de semana de um jornal britânico publicou a família Bolsonaro na capa em uma ilustração inspirada na série “Succession”, da HBO. A produção retrata a disputa entre herdeiros de um magnata das comunicações pelo comando da empresa.
A chamada da capa é “Escândalo e sucessão no clã Bolsonaro”. O material descreve Jair Bolsonaro como preso por conspirar para um golpe e afirma que seu filho mais velho disputará a eleição contra o antigo rival do ex-presidente, Luiz Inácio Lula da Silva.
A publicação também apresenta perfis breves dos filhos de Bolsonaro e aborda a relação do ex-presidente com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Em tom crítico, define a família como um “clã radical” e a associa a uma combinação de conservadorismo, celebridade, redes sociais e busca pelo poder.
Disputa presidencial
Flávio Bolsonaro (PL) é apresentado como candidato à Presidência na eleição de outubro, na qual enfrentará Lula (PT). A análise afirma que Lula aparece ligeiramente à frente no primeiro turno na maioria das pesquisas, mas que Flávio reduziu a diferença nas últimas semanas.
A publicação considera a possibilidade de segundo turno caso nenhum candidato obtenha mais de 50% dos votos. Nesse cenário, aponta empate técnico nas pesquisas e afirma que os mercados de previsão passaram a atribuir ao candidato do PL chances maiores de vitória que a Lula.
O material também contrapõe as propostas dos dois candidatos. Lula é descrito como defensor de uma agenda socialmente progressista e de prioridade aos pobres, enquanto seus críticos o acusam de elevar gastos e ser leniente com a ameaça das facções do narcotráfico.
Flávio promete reduzir gastos públicos e impostos, além de defender a redução da maioridade penal para 16 anos e a construção de presídios de segurança máxima. A publicação afirma que ele pretende conceder indulto ao pai, condenado no ano passado a 27 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por acusações de tentativa de golpe de Estado.
O resultado da eleição, segundo a análise, poderá ter efeitos internacionais. O Brasil é apresentado como peça relevante na busca de Donald Trump por hegemonia no hemisfério, em um cenário de avanço de líderes de direita na América do Sul e de aproximação da Venezuela com os Estados Unidos.








