SÃO PAULO — Campinas registrou, de 1º a 13 de setembro, o maior volume de chuva para o mês desde o início da série histórica, em 1961. Foram 257,2 milímetros, equivalentes a 3,1 vezes a média mensal de setembro, de 83,7 milímetros. O recorde anterior na região era de 183,3 milímetros, em 1976.
Na capital paulista, o acumulado no Mirante de Santana chegou a 253,8 milímetros até as 9h de 2ª feira (14.set.2026). O volume, registrado entre 1º de setembro e as 9h de 2ª feira (14.set), já superou a maior marca anterior para setembro: 243,1 milímetros, em 1983. A série histórica do Instituto Nacional de Meteorologia reúne dados desde 1943.
Acumulados pelo estado
Em Registro, foram contabilizados 185,3 milímetros até o dia 13, quase o dobro da média climatológica do mês, de 93,6 milímetros. O resultado coloca setembro de 2026 como o 3º mais chuvoso da série histórica, iniciada em 1961.
São José dos Campos acumulou 161 milímetros, ou 2,1 vezes a média mensal de 76 milímetros. O volume é o 3º maior registrado para setembro desde 1977. Na Baixada Santista, foram 232,7 milímetros, cerca de 1,8 vez a média de setembro, de 128,4 milímetros. Em Bauru, o acumulado alcançou 118,8 milímetros, aproximadamente 1,9 vez a média mensal, de 62,8 milímetros.
Os dados são parciais e podem aumentar até o fim de setembro. Na capital, a média climatológica para todo o mês é de 83,3 milímetros, e o acumulado atual corresponde a 3 vezes esse valor.
“Como setembro ainda está em andamento e há previsão de novos episódios de chuva nos próximos dias, o acumulado mensal poderá aumentar até o fim do período, ampliando o atual recorde”, afirmou o meteorologista da Defesa Civil do Estado de São Paulo, William Minhoto.
Desde 6ª feira (11.set), o Gabinete de Crise está mobilizado presencialmente na sede da Defesa Civil, monitorando a situação no Estado. Participam representantes do Governo de São Paulo, das concessionárias de energia, água e gás, do DER, de Arsesp, SP Águas e Artesp, além do Corpo de Bombeiros e da Polícia Rodoviária do Estado.







