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Política

Adriano Oliveira aponta eleitorado nordestino dividido entre Lula e o PT

Professor afirma que o lulismo supera a identificação partidária e cita segurança, corrupção e custo de vida entre as preocupações de 2026.

O cientista político Adriano Oliveira afirmou que a identificação de parte significativa do eleitorado do Nordeste ocorre diretamente com Luiz Inácio Lula da Silva, e não necessariamente com o PT. Para ele, a relação foi construída em diferentes eleições e está ligada à percepção de políticas sociais, atuação do Estado e melhoria das condições de vida na região.

Oliveira disse que o Nordeste não pode ser definido como majoritariamente petista. Partidos de centro e de direita, segundo ele, mantêm presença forte nas eleições municipais e estaduais. “O PT é competitivo por conta do lulismo e o lulismo é maior do que o PT”, afirmou.

Percepções sobre Lula

Pesquisas qualitativas realizadas pelo professor ao longo dos anos indicam que parte dos eleitores associa Lula à melhoria das condições de vida e à presença do Estado por meio de políticas sociais. Uma frase recorrente nas entrevistas, segundo Oliveira, é que “Lula fez o Estado bater na porta dos nordestinos”.

Essa avaliação convive com críticas. A corrupção continua sendo associada negativamente a Lula e ao PT, afirmou o cientista político.

A Bahia foi citada como um caso particular por combinar a força eleitoral de Lula com uma estrutura partidária petista fortalecida por uma sequência de governos estaduais do partido. Em 2022, Lula alcançou 72,12% dos votos válidos no 2º turno no estado.

Temas da eleição de 2026

Oliveira afirmou que as prioridades do eleitorado nordestino mudaram ao longo do tempo. Em pesquisas realizadas desde 2010, a saúde aparecia entre os principais problemas. Depois, ganharam espaço a economia e a melhoria das condições de vida. A partir de 2018, a corrupção passou a ter mais peso no discurso dos eleitores, em meio aos efeitos políticos da operação Lava Jato.

Em 2026, o professor identificou uma combinação de preocupações: segurança pública, corrupção, alta de impostos, custo de vida e cansaço com a polarização entre Lula e Bolsonaro. A segurança aparece com intensidade no Ceará, enquanto a corrupção é apontada em diferentes estados nordestinos.

Na avaliação de Oliveira, há 3 grupos de eleitores: lulistas, bolsonaristas e pessoas que rejeitam os 2 polos. Ele afirmou que parte do eleitorado escolhe o candidato pela rejeição ao adversário e descreveu como acirrada uma eventual disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro. Para o professor, a associação de Flávio com Jair Bolsonaro é um dos principais fatores negativos ligados ao candidato, enquanto inflação, insegurança pública e corrupção pesam contra Lula.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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