RIO DE JANEIRO — O governo federal anunciou ou ampliou, em 2026, medidas com impacto financeiro estimado em pelo menos R$ 411,2 bilhões. O conjunto reúne ações de habitação, segurança pública, crédito, redução de tributos e programas sociais, além de iniciativas voltadas a empresas e exportadores.
A maior previsão individual é a ampliação do Nova Indústria Brasil, com R$ 140 bilhões. O Reforma Casa Brasil soma R$ 40 bilhões, enquanto o Minha Casa, Minha Vida tem impacto estimado em R$ 24,8 bilhões.
Crédito e benefícios
O Desenrola 3.0 foi lançado na 6ª feira (25.set.2026), no mesmo ato em que o governo proibiu bets. O programa prevê a compra, por meio de leilões, de dívidas mantidas com instituições financeiras, com descontos de 90%. O custo estimado é de R$ 15 bilhões.
Também houve reajuste de 15% no Bolsa Família, com custo calculado em R$ 5,8 bilhões. Na área tributária, passou a valer em fevereiro a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5.000 mensais. Foi criada ainda uma faixa de desconto para rendimentos de R$ 5.000,01 a R$ 7.350. Aproximadamente 16 milhões de brasileiros foram contemplados.
Para o setor empresarial, o Plano Brasil Soberano destinou R$ 15 bilhões ao apoio a exportadores brasileiros afetados pelo tarifaço dos EUA.
Segurança e cenário eleitoral
O programa Brasil contra o Crime Organizado tem impacto estimado de R$ 11 bilhões. Um plano integrado entre governo federal, Estados e municípios foi anunciado em 18 de setembro, no Rio de Janeiro, com recursos dessa iniciativa.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenta a reeleição em 2026. Pesquisa PoderData/Aya divulgada na 5ª feira (24.set.2026) mostrou Flávio Bolsonaro numericamente à frente de Lula em uma simulação de 2º turno: 46% contra 45%. A margem de erro é de 1,8 ponto porcentual, o que coloca os dois em empate técnico.
No 1º turno, Lula aparece com 41% das intenções de voto, ante 39% de Flávio Bolsonaro. A diferença também está dentro da margem de erro.
A Secretaria de Comunicação Social da Presidência contestou a metodologia e a classificação das medidas como pacote da bondade. Para a Secom, a tentativa de reunir políticas com naturezas, objetivos e fontes de financiamento diferentes é descabida e metodologicamente insustentável.








