O governo dos Estados Unidos negou tentativa de interferência nas eleições presidenciais brasileiras e declarou não ter preferência pelo resultado. A posição foi apresentada nesta quarta-feira (23) por Amanda Roberson, porta-voz do Departamento de Estado americano.
Roberson afirmou que Washington acompanha os acontecimentos políticos e o processo eleitoral no Brasil, mas considera que a decisão cabe aos brasileiros. “Queremos ver eleições livres e transparentes”, disse a porta-voz.
Ela também declarou que os Estados Unidos trabalharão com qualquer governo escolhido pelos brasileiros. Questionada sobre acusações do governo Lula de que o presidente Donald Trump estaria tentando interferir na eleição, Roberson rejeitou a afirmação.
“Não é parte da nossa estratégia”, afirmou, ao dizer que o governo americano está concentrado em segurança, prosperidade e paz. Em maio, a porta-voz já havia declarado que a escolha do próximo presidente brasileiro caberia aos brasileiros.
A manifestação ocorreu um dia depois de Lula abordar possíveis interferências externas no processo eleitoral brasileiro durante discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York. Sem citar diretamente Trump ou os Estados Unidos, Lula disse que o Brasil terá uma eleição “transparente e competitiva” e que não permitirá ações contra a vontade dos eleitores.
Encontros no Departamento de Estado
Na mesma entrevista, Roberson foi questionada sobre reuniões de Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo com funcionários do Departamento de Estado. Ela não informou quais integrantes do governo Trump participaram das conversas e não negou que os encontros tenham ocorrido.
Eduardo Bolsonaro e Figueiredo estiveram em Washington na semana passada. Segundo o texto, eles defenderam novas sanções americanas contra os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Flávio Dino.
Os dois não divulgaram os nomes dos funcionários americanos com quem conversaram. Eduardo Bolsonaro afirmou, posteriormente, que levou às autoridades dos Estados Unidos preocupações sobre uma possível interferência do STF no processo eleitoral brasileiro.








