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Política

FirstDate usa algoritmo de Nobel para aproximar servidores públicos em Singapura

Plataforma experimental seleciona perfis compatíveis e ocorre em meio à menor taxa de fecundidade já registrada no país.

FirstDate usa algoritmo de Nobel para aproximar servidores públicos em Singapura

O governo lançou uma plataforma experimental de encontros que usa um algoritmo criado por um vencedor do Nobel de Economia. Batizado de FirstDate, o serviço foi desenvolvido para aproximar servidores públicos de 21 a 35 anos com base em interesses em comum.

Além de indicar uma pessoa considerada compatível, a ferramenta sugere atividades para os encontros. A iniciativa foi criada por uma equipe da GovTech a partir de uma pergunta: ampliar as combinações disponíveis necessariamente ajuda alguém a encontrar uma pessoa compatível?

O lançamento ocorre enquanto Singapura tenta conter a queda da natalidade e o envelhecimento da população. Com pouco mais de 6 milhões de habitantes, o país registrou no ano passado uma taxa de fecundidade de 0,87 filho por mulher, abaixo do índice de 0,97 em 2024. O resultado se aproxima da taxa sul-coreana de 0,8, a menor do mundo.

Demógrafos consideram necessário um patamar de 2,1 filhos por mulher para manter a população estável na ausência de saldo migratório positivo. A redução dos nascimentos, combinada ao aumento da expectativa de vida, deve levar Singapura a se tornar ainda este ano uma sociedade considerada superenvelhecida pela ONU, com mais de 21% da população tendo 65 anos ou mais. Até 2030, a expectativa é que um em cada quatro habitantes esteja nessa faixa etária.

Medidas para aumentar os nascimentos

No mês passado, o primeiro-ministro Lawrence Wong anunciou medidas de incentivo às famílias, incluindo a oferta de mais de US$ 55 mil (R$ 284,98 mil) aos pais por filho até os 17 anos.

A FirstDate não é a primeira política de formação de casais do governo. Em 1984, foi criada a Unidade de Desenvolvimento Social, voltada a incentivar o casamento entre pessoas com diploma universitário. A medida respondeu a dados do Censo que apontavam queda nos casamentos entre mulheres com formação universitária.

A nova plataforma também utiliza a ferramenta governamental de autenticação de identidade, vinculada a dados como endereço e estado civil. O mecanismo busca proteger a privacidade e impedir que pessoas casadas se apresentem como solteiras.

O serviço entra em um mercado com aplicativos de relacionamento e serviços personalizados de formação de casais. A preocupação com a privacidade dos dados permanece em um país digitalizado e vulnerável a golpes.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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