O diagnóstico da síndrome de Sjögren foi confirmado para Sheeraz Henderson após um período marcado por inchaço no pé, ressecamento, dores e fadiga. A investigação começou depois que ela percebeu o problema durante uma viagem de férias à França, aos 53 anos.
Ao voltar para casa, no Reino Unido, Sheeraz procurou um médico duas semanas depois. O pé continuava inchado e doía de forma constante. Exames de sangue apontaram níveis elevados de marcadores de inflamação, e ela foi encaminhada a um reumatologista. A consulta, porém, só ocorreu após uma espera de um ano.
Nesse intervalo, a pele ficou seca e sensível, o cabelo mais ralo e a boca ressecada a ponto de descascar. A rouquidão fez com que Sheeraz bebesse água em pequenos goles ao longo do tempo. Ela também passou a sentir dores nas pernas e na mandíbula, além de dores intensas no quadril, que levaram a um encaminhamento para fisioterapia.
A fadiga limitava suas atividades e dificultava as caminhadas. Quando finalmente foi atendida pelo especialista, Sheeraz passou por exames de sangue mais complexos. Alguns dias depois, o reumatologista informou que se tratava da síndrome de Sjögren.
O que é a síndrome
A Sociedade Brasileira de Reumatologia define a síndrome de Sjögren como uma doença autoimune em que o sistema de defesa provoca inflamação principalmente nas glândulas responsáveis pela produção de lágrimas e saliva. A condição é mais comum em mulheres de meia-idade, mas também pode ocorrer em homens e em qualquer idade.
Entre os sintomas estão ressecamento dos olhos, da boca, da pele, do nariz e da vagina; fadiga; dores; dor nas articulações; e inflamação articular. Rins, pulmões e outras partes do corpo também podem ser afetados.
Olhos e boca secos podem ter outras causas, como medicamentos e problemas oculares. A confirmação exige avaliação dos sintomas e exames, que podem incluir análises de sangue e biópsia de pequenas glândulas salivares do lábio.
Não há cura definitiva. O diagnóstico e o tratamento precoces podem melhorar a evolução da doença. Os cuidados variam conforme a gravidade e podem incluir lágrimas artificiais, substitutos de saliva e medicamentos para controlar a inflamação. Sheeraz passou a incentivar outras pessoas a buscar ajuda para investigar sintomas semelhantes.








