SÃO PAULO — Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), ergueram uma imagem de Nossa Senhora Aparecida durante um ato de campanha nesta 2ª feira (28.set.2026). O gesto ocorreu após a circulação de publicações que associavam o candidato à Presidência à suposta retirada do título de padroeira do Brasil.
Em entrevista a jornalistas, Flávio classificou a informação como “a maior fake news dessa campanha” e disse que o conteúdo foi potencializado pelo PT. Ele também afirmou respeitar diferentes religiões e declarou ser evangélico.
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou uma nota sobre o caso. Para Flávio, o documento confirmou que a possibilidade de Nossa Senhora Aparecida deixar de ser a padroeira do Brasil é falsa.
O candidato disse ainda que a informação foi compartilhada por integrantes da esquerda, citando a primeira-dama Janja Lula da Silva e a candidata ao Senado Simone Tebet (PSB). “Foi compartilhada por toda a esquerda para tentar desgastar”, afirmou.
Origem da controvérsia
A associação entre Flávio e a retirada do título começou depois de uma declaração feita em 24 de setembro. A informação mencionava um projeto sobre Nossa Senhora Aparecida e acabou relacionada ao candidato nas redes sociais. A emissora responsável pela declaração corrigiu o conteúdo horas depois e pediu desculpas.
O projeto usado como referência para o boato foi apresentado em 2007 pelo então deputado Professor Victório Galli e arquivado em 2008. Não há proposta em tramitação no Congresso sobre o tema, conforme as informações apresentadas no caso.
A campanha de Flávio levou a discussão ao Tribunal Superior Eleitoral. O ministro André Mendonça determinou a remoção de publicações que atribuíssem ao candidato ou à família dele a intenção de retirar o título da santa e classificou a afirmação como “notoriamente inverídica”.
Depois, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, derrubou a decisão e liberou o conteúdo relacionado ao tema. A controvérsia também envolveu a CNBB e integrantes das campanhas de Flávio e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).








