O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, reagiu nas redes sociais à repercussão de um projeto que propõe retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. Ele afirmou que o caso seria parte de um “movimento criminoso e orquestrado” para prejudicar sua candidatura.
Flávio também atacou o Grupo Globo e classificou a GloboNews como uma “central de disseminação de mentiras”. Em um vídeo gravado durante agendas em Minas Gerais, chamou a denúncia de “invenção” e disse que pretende adotar medidas nas áreas criminal e eleitoral.
Projeto na Câmara
A proposta mencionada foi apresentada pelo ex-deputado e pastor evangélico Victório Galli. O texto buscava alterar a legislação para substituir o título de “Padroeira do Brasil” por “Padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos”.
Galli foi nomeado em 2019 para o cargo de assessor especial da Presidência da República, durante o governo de Jair Bolsonaro (PL). O ex-parlamentar também aparece em registros ao lado de Flávio Bolsonaro, Jair Bolsonaro e Michelle Bolsonaro.
Atualmente, Galli faz campanha para retornar ao Congresso Nacional.
Reação religiosa e promessa de campanha
A controvérsia ocorre em meio a críticas de setores da Igreja Católica à atuação da extrema direita. Bispos passaram a defender pautas como soberania nacional, meio ambiente, proteção aos povos indígenas e fortalecimento das instituições democráticas.
Durante uma agenda pública, Flávio declarou que, se eleito, assinaria um decreto afirmando que “o Brasil pertence ao Senhor Jesus Cristo”. Juristas e lideranças religiosas interpretaram a promessa como uma afronta ao Estado laico previsto na Constituição de 1988.
A reação do senador ocorreu depois que a discussão sobre o projeto provocou repúdio de setores da sociedade e de lideranças religiosas. Flávio tentou desvincular sua candidatura da proposta e atribuiu a associação do caso à atuação da oposição.








