RIO DE JANEIRO — A Linha Vermelha ficou interditada por cerca de uma hora depois que criminosos obrigaram motoristas de dois ônibus escolares a atravessar os veículos no sentido Baixada Fluminense. O bloqueio ocorreu nesta 2ª feira (28.set.2026), perto do acesso à rodovia Washington Luís, no limite entre Rio de Janeiro e Duque de Caxias.
Os coletivos levavam alunos da Escola Eleva, da Barra da Tijuca, que viajavam para uma excursão em Vassouras, no sul fluminense. O grupo estava distribuído em 4 ônibus. Ao menos 8 criminosos em motocicletas, armados com pistolas, interceptaram 2 veículos.
Estudantes foram transferidos
A Polícia Militar retirou as crianças dos ônibus e as colocou em veículos reservas. Nenhum estudante se feriu, e a viagem continuou. Os criminosos subiram nas cabines, identificaram que os passageiros eram crianças e não os agrediram. Ainda assim, quebraram os para-brisas com pedras, exigiram que os ônibus fossem posicionados no meio da pista e levaram as chaves.
O Batalhão de Policiamento em Vias Expressas (BPVE), da Polícia Militar, informou que o bloqueio foi uma represália a uma operação realizada mais cedo no Complexo da Maré. A ação também teria como objetivo levar as forças de segurança para fora do conjunto de favelas.
A operação buscava conter a circulação de armas nas comunidades e tinha como alvo integrantes do Terceiro Comando Puro. Segundo a corporação, 3 homens morreram. Outras 13 pessoas ficaram feridas, incluindo um adolescente de 15 anos e um policial militar atingidos por tiros.
Um menino de 12 anos sofreu ferimentos causados por estilhaços de uma granada. Moradores disseram que traficantes lançaram o artefato contra os agentes.
O governo do Estado do Rio afirmou, em uma nota publicada nas redes sociais, que repudia os atos criminosos e que as vítimas já foram acolhidas. Também declarou que adotou medidas para responsabilizar os envolvidos e evitar a repetição de episódios semelhantes.








