RIO DE JANEIRO — O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que anunciará na sexta-feira, 18, no Rio de Janeiro, um plano de segurança para a capital do estado. A proposta deverá reunir o governo federal, o governo estadual e a prefeitura.
Lula fez a declaração nesta terça-feira, 15, durante sabatina para a TV Record. Ele não informou detalhes sobre o conteúdo nem explicou como o plano será aplicado. Disse que pretende combater a atuação de traficantes e o contrabando de armas nas periferias.
"Vamos fazer uma primeira experiência no Rio de Janeiro na sexta-feira", afirmou o presidente. Lula também declarou que considera as facções criminosas terroristas para a população, mas diferenciou essa classificação de terrorismo de Estado.
O presidente citou a atuação da Polícia Federal no caso do assassinato de Marielle Franco. Segundo Lula, o mandante do crime não estaria preso sem a participação da corporação. O ex-deputado Chiquinho Brazão e o ex-presidente do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro Domingos Brazão foram presos e condenados como mandantes do assassinato da vereadora.
Ministério da Segurança Pública
Lula voltou a defender a criação do Ministério da Segurança Pública se a Proposta de Emenda à Constituição da segurança pública for aprovada pelo Congresso Nacional. Ele afirmou que a participação da União na área é limitada pelo texto da Constituição Federal de 1988.
O presidente disse que a nova pasta exigiria mais recursos. Entre as medidas citadas estão dobrar o efetivo da Polícia Federal, ampliar os investimentos em inteligência e dobrar o número da Polícia Rodoviária Federal.
A criação do ministério é uma promessa feita desde a eleição de 2022 e ainda não foi concretizada. Lula afirmou que a mudança dependeria de uma alteração constitucional para ampliar as prerrogativas da União na segurança.
Durante a entrevista, o presidente também relacionou o aumento das denúncias de violência contra a mulher à maior segurança das vítimas para procurar ajuda e citou o pacto nacional contra o feminicídio.








