SÃO PAULO — A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) passou a considerar decisivos os próximos levantamentos eleitorais para definir a estratégia na reta final do segundo turno, incluindo a participação do senador nos debates. A Quaest tem divulgação prevista para esta quarta-feira (14), e o próximo Datafolha está previsto para quinta-feira (15).
Flávio voltou atrás nesta quarta-feira (14) e confirmou presença no debate da TV Band, marcado para domingo (18). Na terça-feira (13), ele havia dito que não pretendia participar do encontro e que ainda avaliaria a presença no debate da TV Globo, previsto para 23 de outubro. Em vídeo publicado nas redes sociais, afirmou: “É claro que eu vou no debate. Eu só queria que você confirmasse”.
A campanha acompanha os atos de apoio a Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e avalia se a mobilização pode reduzir a vantagem obtida por Flávio no primeiro turno. Pesquisa PoderData/Aya divulgada nesta terça-feira apontou o senador com 51% dos votos válidos, contra 49% de Lula. A margem de erro é de 1,8 ponto percentual.
No levantamento anterior, divulgado em 8 de outubro, Flávio tinha 53% dos votos válidos, enquanto Lula registrava 47%. No primeiro turno, os percentuais foram de 47,03% para Flávio e 45,16% para Lula.
Mobilização na Avenida Paulista
A campanha prepara um ato na Avenida Paulista para domingo (18), uma semana antes da votação decisiva. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), anunciou a manifestação, que terá Flávio, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG).
Durante um almoço com lideranças políticas em São Paulo, Flávio pediu a mobilização de eleitores e afirmou que a disputa ainda não estava decidida. Tarcísio cobrou empenho de prefeitos e vereadores nas duas semanas finais.
Carlos Bolsonaro (PL), eleito senador por Santa Catarina, também pediu mobilização nas redes sociais. Gustavo Gayer (PL-GO) fez apelo semelhante no grupo de WhatsApp “Tropa do Flávio”, enquanto Nikolas anunciou atividades em municípios de Minas Gerais.
A pesquisa apontou ainda rejeição de 46% para Lula e de 44% para Flávio. A avaliação do governo federal registrou 50% de desaprovação e 44% de aprovação.








