SÃO PAULO — A rejeição a Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) aparece praticamente empatada nas pesquisas mais recentes sobre a eleição presidencial de 2026. O índice chega a 55% para os dois na Quaest, enquanto o senador marca 50% e Lula, 48%, na Nexus/BTG Pactual. No Datafolha, Flávio tem 46% e Lula, 45%.
Esse cenário reduz a possibilidade de que qualquer um dos dois conquiste a Presidência no primeiro turno, marcado para 4 de outubro. Para isso, seria necessário obter 50% dos votos válidos mais 1 voto. As pesquisas foram divulgadas entre 11 e 14 de setembro, a 21 dias da votação.
Cenários de primeiro turno
No levantamento estimulado da Quaest, Lula registra 36%, contra 31% de Flávio. A Nexus/BTG Pactual aponta 40% para o petista e 34% para o candidato do PL. No Datafolha, os percentuais são de 39% e 35%, respectivamente. Os demais candidatos somam 16%, 15% e 19% nos três estudos.
A Nexus/BTG Pactual também calculou um limite potencial para os dois candidatos ao acrescentar eleitores que admitem mudar de voto e indicam uma segunda opção. Nesse cálculo, Lula chega a 44% e Flávio, a 39%. O resultado mantém os dois abaixo do patamar exigido para a vitória na primeira etapa.
A pesquisa ainda mostra uma diferença na disposição de comparecer às urnas. Entre os eleitores que declararam voto em Lula, 44% disseram que não votaram nas duas últimas eleições. No grupo de Flávio, o percentual foi de 28%.
Estratégia de Flávio
Apesar dos números, a campanha e aliados de Flávio cogitam uma vitória no primeiro turno, e o próprio candidato tem defendido essa possibilidade. Em uma live, ele declarou: “Em nome de Jesus, vamos ganhar essa eleição no primeiro turno”.
Em um ato em São Paulo, Flávio voltou a pedir apoio para antecipar a disputa decisiva: “Eu quero contar com cada um de vocês para vencer essas eleições no primeiro turno.”
A Quaest entrevistou 2.004 pessoas entre 10 e 13 de setembro de 2026. A Nexus ouviu 2.000 pessoas de 11 a 13 de setembro de 2026, e o Datafolha, 2.002 entrevistados de 8 a 10 de setembro de 2026. As três pesquisas têm nível de confiança de 95% e margem de erro de 2 pontos percentuais.








