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Saúde

Suplementos não substituem tratamento médico para resistência à insulina, diz Anvisa

Agência afirma que berberina, magnésio e mio inositol não têm comprovação como tratamento da condição.

Suplementos não substituem tratamento médico para resistência à insulina, diz Anvisa
Foto: Reprodução/Getty Images

A Anvisa afirmou que suplementos alimentares não devem ser usados como substitutos de tratamentos médicos para resistência à insulina. O alerta foi publicado nesta sexta-feira, 9, após a circulação de vídeos nas redes sociais em que profissionais recomendam esses produtos para tratar ou controlar a condição.

Entre as substâncias oferecidas estão berberina, magnésio e mio inositol. A agência disse que não há comprovação de que elas sejam tratamentos para a resistência à insulina, que precisa ser avaliada por um profissional de saúde e pode estar relacionada a diferentes fatores.

Diferença entre suplementos e medicamentos

De acordo com a Anvisa, suplementos alimentares são classificados como alimentos. Eles servem para complementar a alimentação de pessoas saudáveis ou corrigir uma deficiência nutricional comprovada. Por isso, não devem ser apresentados como produtos capazes de tratar doenças ou condições de saúde.

“Substituir um pelo outro é perigoso e pode comprometer a saúde”, afirmou Leandro Safatle, diretor-presidente da Anvisa. Ele explicou que medicamentos passam por análises para verificar eficácia, segurança e qualidade, enquanto os suplementos têm finalidade diferente.

A resistência à insulina ocorre quando as células respondem com menos eficiência à ação da insulina, hormônio produzido pelo pâncreas que permite a entrada da glicose do sangue nas células para gerar energia. O quadro pode estar associado ao excesso de gordura no corpo, a fatores genéticos e, em mulheres, à síndrome do ovário policístico (SOP).

Como a condição é acompanhada

O tratamento deve ser definido individualmente por um profissional de saúde, considerando as causas, doenças associadas e características de cada paciente. A principal abordagem envolve mudanças no estilo de vida, especialmente na alimentação, com redução de calorias, sódio, gorduras e carboidratos de alto índice glicêmico. Exercícios físicos regulares podem acelerar o emagrecimento.

Para pessoas com obesidade, a cirurgia bariátrica pode melhorar a sensibilidade à insulina. Canetas antiobesidade à base de agonistas de GLP-1 também podem ser consideradas, conforme o caso e a avaliação médica.

A Anvisa ressaltou que suplementos podem ser indicados quando um profissional identifica uma deficiência nutricional. Nessa situação, o uso tem finalidade nutricional específica, e não serve como tratamento para a resistência à insulina.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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