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Saúde

Anvisa libera Etcamah para tumores de mama com mutação no ESR1

Medicamento da AstraZeneca é destinado a adultos com câncer de mama avançado ou metastático e mutação específica no gene ESR1.

Anvisa libera Etcamah para tumores de mama com mutação no ESR1
Foto: Reprodução/Getty Images

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro do Etcamah, medicamento desenvolvido e fabricado pela AstraZeneca para adultos com câncer de mama localmente avançado ou metastático. O tratamento é voltado a tumores com receptores de estrogênio, sem grandes quantidades de HER2 e com uma mutação específica no gene ESR1.

A indicação inclui pacientes que desenvolveram a mutação durante o tratamento inicial com terapia endócrina associada a um inibidor de CDK4/6 por pelo menos seis meses, sem sinais de progressão da doença. Nesses casos, o crescimento do tumor ainda não pode ser identificado em exames de imagem.

Resultados do estudo

A eficácia e a segurança do medicamento foram avaliadas no estudo SERENA-6, de fase 3, duplo-cego e randomizado. A pesquisa global envolveu 315 pacientes adultos com câncer de mama avançado HR-positivo e HER2-negativo.

Em combinação com um inibidor de CDK4/6, o Etcamah reduziu em 56% o risco de progressão da doença ou morte na comparação com o tratamento padrão, que combina um inibidor de aromatase e um inibidor de CDK4/6.

O remédio é um degradador seletivo do receptor de estrogênio e antagonista completo desse receptor. Sua ação bloqueia e promove a degradação do receptor nas células tumorais, reduzindo o crescimento de tumores dependentes desse hormônio.

Segundo a Anvisa, a aprovação permite considerar o tratamento antes de uma progressão observada nos exames. A estratégia busca evitar que a doença avance até uma fase mais difícil de tratar, com piora dos desfechos clínicos e da qualidade de vida da paciente.

Disponibilidade e contexto

O Etcamah já havia recebido aprovação da FDA, agência reguladora dos Estados Unidos, e da EMA, agência reguladora da União Europeia. O medicamento também é usado em mais de 30 países, incluindo Japão e Canadá.

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o Brasil registrou, no período de 2023 a 2025, 73. 610 casos de câncer de mama. A doença representou 30,1% dos cânceres em mulheres no período.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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