A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou que países considerem vacinar meninas de 4 a 8 anos contra o papilomavírus humano (HPV) para ampliar a cobertura de imunização. A orientação foi apresentada por especialistas do órgão na terça-feira, 13.
Em 2022, a OMS avaliou que uma dose da vacina oferece proteção semelhante à de duas doses para meninas de 9 a 14 anos. A vacinação entre 4 e 8 anos também pode ser considerada por países que precisam aumentar o uso do imunizante.
Cerca de 165 países já incluíram a vacina contra o HPV em seus programas, afirmou Anthony Scott, presidente do Grupo Consultivo Estratégico de Especialistas em Imunização (SAGE) da OMS. A cobertura global, porém, está em 33%, enquanto a meta é chegar a 90%.
O HPV é um grupo de vírus associado à maioria dos casos de câncer de colo do útero e também a tumores de ânus, pênis, vulva, vagina, boca e garganta. A principal forma de transmissão é sexual. A vacinação é indicada antes do início dessa fase porque sua proteção é mais eficaz antes da primeira exposição ao vírus.
Vacinação no Brasil
No Brasil, a vacina é oferecida gratuitamente pelo SUS desde 2014 para meninas e meninos. O imunizante protege contra os tipos 6, 11, 16 e 18, relacionados a verrugas genitais e lesões malignas.
Desde 2024, o país adota o esquema de dose única, que substituiu o modelo anterior de duas doses. Em junho de 2026, o Ministério da Saúde prorrogou até 31 de dezembro de 2026 a campanha para adolescentes de 15 a 19 anos que ainda não receberam a vacina.
Na Inglaterra, um estudo publicado neste ano apontou que não houve registro de mortes por câncer de colo do útero entre mulheres de 20 a 24 anos vacinadas contra o HPV na adolescência, no período entre 2020 e 2024. O programa nacional de imunização, iniciado em 2008, teria evitado cerca de 200 mortes, segundo estimativa dos pesquisadores.








