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Chuva recorde mantém Defesa Civil em alerta e provoca mortes e desaparecimentos

Setembro já soma 253,8 mm na capital; chuva também afeta cidades paulistas e o Paraná, com mortes e desaparecidos.

Chuva recorde mantém Defesa Civil em alerta e provoca mortes e desaparecimentos
Foto: Allison Sales/Folhapress

As chuvas dos últimos dias provocaram mortes, desaparecimentos e retirada de moradores de áreas de risco no Paraná e em cidades paulistas. Na capital, o acumulado de setembro chegou a 253,8 mm até as 9h desta segunda-feira (14), conforme dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Desde sexta-feira (11), um gabinete de crise está mobilizado no Palácio dos Bandeirantes para acompanhar a situação em todo o estado. Participam representantes do governo estadual, concessionárias de energia, água e gás, DER, Arsesp, SP Águas, Artesp, Corpo de Bombeiros e Polícia Rodoviária do estado.

Ocorrências no Paraná e em São Paulo

No Paraná, 2.468 pessoas precisaram deixar suas casas. Desde domingo (13), uma pessoa morreu e duas continuam desaparecidas. Em Rio Branco do Sul, o Corpo de Bombeiros encontrou, na tarde desta segunda-feira, o corpo de um homem às margens do rio Ribeira. A identidade não foi divulgada. Ele seria uma das pessoas que estavam em um carro arrastado por uma enxurrada no domingo de manhã.

Em Tunas do Paraná, um morador da comunidade das Pacas desapareceu por volta das 18h de domingo, depois de sair para consertar os canos de uma nascente. O trajeto incluía a travessia de uma ponte submersa pela correnteza.

No lado paulista, o Vale do Ribeira concentra as áreas mais atingidas. Dez das 22 cidades da região estão entre as que mais registraram chuva nas últimas 72 horas, segundo boletim da Defesa Civil. O rio Ribeira de Iguape subiu cerca de nove metros desde o início das chuvas.

Na Grande São Paulo, os bombeiros procuram um homem de 33 anos levado por uma enxurrada em Jandira no sábado (12). Uma mulher de 32 anos conseguiu se salvar. O corpo de Rogério Ferreira Barbosa, 32, foi encontrado no domingo (13), no piscinão de Barueri.

Acumulados e previsão

O volume registrado no Mirante de Santana, na zona norte, é três vezes a média de setembro, de 83,3 mm, e supera o recorde de 1983, de 243,1 mm. Os seguintes maiores acumulados ocorreram em 1993, com 206,7 mm; 2015, com 201,7 mm; e 1957, com 197,2 mm.

O meteorologista da Defesa Civil do Estado de São Paulo, William Minhoto, afirmou que o acumulado pode aumentar até o fim do mês. A previsão indica redução da chuva nesta terça-feira (15), mas uma nova frente fria deve chegar ao estado no fim de semana.

Em Campinas, o acumulado entre o dia 1º e 13 de setembro foi de 257,2 mm, o maior da série iniciada em 1961. Em Registro, foram 185,3 mm até o dia 13; em São José dos Campos, 161 mm; na Baixada Santista, 232,7 mm; e em Bauru, 118,8 mm.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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