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Brasil

Coaf aponta repasse extra de Vorcaro para filme sobre Bolsonaro

Relatório identificou transferência de US$ 1,6 milhão ao fundo que administrava recursos de “Dark Horse”, nos Estados Unidos.

Coaf identifica que Vorcaro repassou R$ 8 milhões extras para produção de filme sobre Bolsonaro
Foto: Jornal Nacional/Reprodução

O Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) encontrou um repasse adicional de US$ 1,6 milhão feito por Daniel Vorcaro ao fundo responsável pela gestão dos recursos do filme “Dark Horse” nos Estados Unidos.

A informação foi divulgada pela revista “Piauí”. Conforme a reportagem, em 16 de setembro de 2025, o banqueiro Daniel Vorcaro transferiu mais de US$ 1,6 milhão ao Havengate Development Fund, fundo com sede no Texas, nos Estados Unidos. A estrutura é administrada por Paulo Calixto, advogado e amigo de Eduardo Bolsonaro, que também mora no Texas.

A TV Globo acessou o inquérito da Polícia Federal, que inclui os dados do Coaf, entidade responsável pela fiscalização de movimentações financeiras, e confirmou o depósito. A transferência de Vorcaro ocorreu oito dias depois de Flávio mandar uma mensagem ao banqueiro para cobrar parcelas atrasadas destinadas ao financiamento de “Dark Horse”, produção que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, já declarou que os recursos depositados no Havengate foram enviados depois à produtora Go Up, responsável pelo longa. A informação sobre a transferência de setembro, no entanto, publicada nesta terça-feira (1º) pela revista “Piauí”, entra em contradição com o que Flávio disse em entrevista à GloboNews em 2026. Na ocasião, ele afirmou que o último pagamento de Vorcaro tinha ocorrido em maio de 2025, quatro meses antes do registro do Coaf.

Total repassado

Com a nova transferência, o montante enviado por Vorcaro para “Dark Horse”, segundo a revista, alcançou US$ 12,3 milhões, quantia próxima ao custo do filme. Em junho de 2026, a produtora Go Up informou que as despesas somavam US$ 13,393 milhões.

A “Piauí” também afirma haver indícios de outro pagamento feito por Vorcaro. A revista menciona uma nova conversa, em 22 de outubro de 2025, entre o publicitário Thiago Miranda, que ajudou a levantar recursos para o filme, e Daniel Vorcaro. Miranda perguntou se as parcelas poderiam ser liberadas para evitar a paralisação da produção, e Vorcaro respondeu que havia liberado mais uma naquele dia.

Miranda disse que avisaria os responsáveis e que Flávio também pretendia ligar para o banqueiro. Vorcaro pediu, então, que Miranda apresentasse a Flávio suas desculpas pelos “atrasos” nos pagamentos. A reportagem da “Piauí” não confirma se a transferência de outubro foi realmente realizada. No mês seguinte, Vorcaro foi preso pela primeira vez.

A Polícia Federal investiga se todo o dinheiro foi efetivamente destinado à produção de “Dark Horse”. Flávio Bolsonaro foi cobrado várias vezes a apresentar documentos sobre os depósitos e as despesas do filme, mas os materiais não foram divulgados.

Nesta terça-feira (1º), o candidato do PL à Presidência voltou a afirmar que uma perícia contratada pela produtora não encontrou irregularidades nos pagamentos:

“Não tem absolutamente nada de errado em um patrocínio privado para um filme privado sobre o presidente Bolsonaro. Não houve nenhuma contrapartida por parte de qualquer autoridade pública, onde eu me incluo. Então, essas questões técnicas, desculpa, têm que perguntar para a produtora, eu não tenho condição de falar”.

A defesa de Thiago Miranda não se pronunciou.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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