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Conselho analisa referências a Gonet, e subprocurador rejeita aprofundamento

Francisco de Assis Sanseverino disse não identificar impedimento ou suspeição de Paulo Gonet no caso envolvendo Daniel Vorcaro.

Conselho analisa referências a Gonet, e subprocurador rejeita aprofundamento

O subprocurador-geral da República Francisco de Assis Sanseverino votou contra a designação de outro integrante do Ministério Público Federal para analisar documentos relacionados à conduta de Paulo Gonet. O caso envolve possíveis vínculos entre o procurador-geral da República e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do liquidado Banco Master.

Gonet não participa da sessão porque é alvo do procedimento. A reunião é presidida pelo vice-presidente do colegiado, o subprocurador-geral Nicolao Dino. Os nove integrantes do conselho avaliam se as referências ao procurador-geral devem ser aprofundadas ou arquivadas.

Durante a leitura do voto, Sanseverino afirmou não identificar impedimento ou suspeição de Gonet no cargo. Para ele, os elementos divulgados são frágeis: o nome do procurador-geral não teria sido localizado nominalmente entre os contatos de Vorcaro e apareceria apenas em referência feita por terceiros.

“Não há registro de comunicação direta entre o investigado Daniel Vorcaro e Paulo Gonet”, declarou Sanseverino. O subprocurador também disse que mensagens e frases não devem ser analisadas de maneira isolada ou fora de contexto.

Mensagens e encontros

A Polícia Federal encontrou diálogos em que Vorcaro menciona “Paulo e Andrei” e “Gonet”. A corporação interpretou as referências como menções a Paulo Gonet e Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal.

Em uma conversa, o advogado Ciro Soares enviou a Vorcaro uma foto com Gonet e pediu que o ex-banqueiro ligasse, porque o procurador-geral queria falar com ele. Depois, foram registradas quatro chamadas de voz.

As mensagens também mencionam um evento em Londres, em 2024. Gonet reconheceu ter encontrado Vorcaro no local, mas afirmou que o contato foi breve, social e ocorreu na presença de outras autoridades. Sanseverino classificou as saudações trocadas como gentilezas, sem indicar relação próxima.

Sobre a possibilidade de seu filho participar de outro evento em Londres, em 2025, Gonet negou ter feito pedido a Vorcaro ou ter solicitado o custeio da viagem. O procurador-geral também declarou que não havia procedimento contra o Banco Master no órgão ou na Justiça naquela ocasião; isso teria ocorrido apenas a partir de abril.

Esta é a primeira vez que um procurador-geral da República tem a conduta examinada pelo órgão. Uma eventual investigação poderia afetar processos ligados ao caso Master e provocar pedidos de anulação de provas relacionadas a atos do procurador-geral, conforme a avaliação apresentada no caso.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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