SÃO PAULO — A chegada de uma frente fria deve provocar chuva forte, ventania e queda de temperatura em praticamente todo o estado de São Paulo nesta terça-feira (22). O Inmet emitiu alerta laranja, de perigo, para tempestades, com previsão de granizo e ventos de 60 a 100 km/h.
A frente fria será reforçada por um canal de umidade vindo da região centro-norte do país. De acordo com Adilson Nazário, técnico em meteorologia do CGE da Prefeitura de São Paulo, há possibilidade de chuva intensa generalizada, rajadas que podem superar 60 km/h, alagamentos, transbordamento de rios e córregos e queda de árvores.
Na capital paulista, a temperatura deve variar entre 15°C e 24°C. A mínima está prevista para o fim da noite, com umidade do ar em torno de 60%. O alerta do Inmet indica acumulados de 30 a 60 mm/h ou de 50 a 100 mm/dia.
A mudança ocorre antes da chegada oficial da primavera, prevista para 21h05 desta terça-feira. Na segunda-feira (21), a estação do Inmet no Mirante de Santana, na zona norte da capital, registrou máxima de 30,8°C às 14h.
Previsão para quarta-feira
A quarta-feira (23) também deve começar chuvosa, com redução gradual da precipitação no fim da noite. O frio será mais intenso, com mínima de 13°C e máxima de 15°C durante a tarde. Segundo o CGE, a umidade mínima ficará acima de 80%, o que deve aumentar a sensação de frio devido à pequena variação térmica.
El Niño
A previsão dos climatologistas é de que a primavera tenha influência de um El Niño forte. O fenômeno aquece as águas do oceano Pacífico Equatorial e pode afetar o clima em diferentes regiões do planeta.
Para a cidade de São Paulo, a expectativa é de chuva e temperaturas acima da média. Adilson Nazário também citou a possibilidade de ondas de calor, principalmente a partir de outubro, além de períodos com baixa umidade relativa do ar.
O Inmet também prevê baixa umidade em uma área que inclui partes de Mato Grosso, Goiás, Tocantins, Maranhão, Piauí, Ceará, Bahia, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte. Nesses locais, a umidade pode variar de 20% a 12%, com risco de incêndios florestais e efeitos à saúde.








