Donald Trump rejeitou nesta segunda-feira (21) os pedidos para desacelerar o desenvolvimento da inteligência artificial e afirmou que não pretende limitar o crescimento do setor enquanto os Estados Unidos disputam a liderança tecnológica com a China.
Em uma publicação na Truth Social, o presidente americano comparou os alertas sobre possíveis ameaças da IA à humanidade a previsões ligadas às mudanças climáticas e a outras controvérsias que costuma classificar como falsas. Ao comentar a possibilidade de a tecnologia matar pessoas ou de robôs atacarem seres humanos, Trump afirmou: “Isso é uma farsa ainda maior”.
Trump também relacionou o avanço da inteligência artificial à competição entre Washington e Pequim. “Quem vencer na IA, vence!”, escreveu. Segundo ele, os Estados Unidos lideram atualmente o setor e ele pretende manter essa posição.
O presidente disse que não quer “sufocar o crescimento” de uma tecnologia que considera maior do que a Revolução Industrial ou a internet. Afirmou, porém, que o governo poderá agir diante de riscos concretos. Nesse caso, citou o Departamento de Justiça e outros órgãos de aplicação da lei como responsáveis por colocar as situações sob controle, se necessário.
A declaração ocorreu após alertas de executivos e pesquisadores sobre os riscos do desenvolvimento acelerado de modelos avançados. Dario Amodei, presidente-executivo da Anthropic, defendeu uma desaceleração para que as medidas de segurança acompanhem a evolução dos sistemas. Sam Altman, da OpenAI, Elon Musk, da xAI, e Demis Hassabis, da Google DeepMind, também apoiaram mecanismos adicionais de segurança ou maior cautela.
Amodei chamou atenção para sistemas capazes de operar de forma autônoma e realizar tarefas complexas, incluindo ataques cibernéticos. Pesquisadores e executivos passaram a defender testes independentes e mecanismos de supervisão antes da liberação de modelos mais poderosos.
Trump já havia rejeitado os pedidos no último dia 13, durante uma conversa com jornalistas na Irlanda. A Casa Branca trata a liderança sobre a China como prioridade estratégica e busca acelerar investimentos em data centers, chips e infraestrutura. Os dois países também discutem mecanismos conjuntos para comunicar incidentes graves relacionados à inteligência artificial.








