São Paulo, Segunda-feira, 12 de outubro de 2026
Dólar R$ 4,99 · Euro R$ 5,58 · Ibovespa 209.067 -0,00% São Paulo 18°C 17° / 24°
Brasil

Julgamento da Batalha da Inajar começa com dez acusados de homicídio

Confronto entre corintianos e palmeirenses deixou dois mortos em 2012; réus negam participação no crime.

Julgamento da Batalha da Inajar começa com dez acusados de homicídio
Foto: Folhapress

Dez acusados de homicídio começam a ser julgados nesta segunda-feira (5) pela Batalha da Inajar de Souza, confronto entre corintianos e palmeirenses que terminou com a morte de dois torcedores do Palmeiras em 2012. Os réus negam o crime.

André Alves Lezo, 21, morreu no mesmo dia após sofrer traumatismo craniano. Ele morava perto da avenida, na Freguesia do Ó, zona norte de São Paulo. Guilherme Vinicius Jovanelli Moreira, 19, conhecido como Zulu, morreu dois dias depois. Ele morava na zona leste.

A investigação da Polícia Civil afirma que integrantes dos Gaviões da Fiel planejaram o confronto. Depoimentos de duas testemunhas protegidas foram usados no relatório final. Para a polícia, a briga foi desencadeada pela morte de Douglas Karin da Silva, 27, o DKS, cujo corpo foi encontrado no rio Tietê seis meses antes, depois de uma briga entre torcidas.

Preparação para o confronto

Na noite de sábado, 24 de março de 2012, torcedores corintianos começaram a se reunir em diferentes bairros. Parte deles teria sido atraída por ingressos para o clássico marcado para a tarde seguinte, no estádio do Pacaembu.

Os torcedores seguiram em ônibus alugados até um snooker bar no Jardim Monte Kemel. Os celulares foram recolhidos na entrada, e o grupo permaneceu no local entre 3h e 9h de domingo, 25 de março. Conforme a testemunha protegida identificada como Letônia, um homem convocou os presentes a buscar Lezo e vingar a morte de DKS.

Toucas feitas com meias de seda e com aberturas para os olhos foram distribuídas para esconder os rostos. Depois, os torcedores voltaram aos ônibus e seguiram pela marginal até a avenida Inajar de Souza. Testemunhas disseram ter ouvido os apelidos de Donizete, Metaleiro, BO, Diguinho, Neguinho e Ninja entre os responsáveis pela articulação. A comunicação era feita por rádios Nextel.

Fogos de artifício também foram distribuídos. Segundo a Polícia Civil, Carlos Roberto de Britto Junior teria comprado o material na sexta-feira (23). Ele nega envolvimento, e um laudo grafotécnico do Instituto de Criminalística afastou semelhança entre as letras da nota e as amostras encaminhadas por ele.

Os palmeirenses estavam reunidos na avenida e caminhavam em direção à sede da torcida, na rua Turiassu, quando os ônibus corintianos fizeram a volta e os abordaram pelas costas. Houve cânticos dos dois lados antes das agressões. As testemunhas Letônia e Canadá relataram versões semelhantes sobre a briga.

A denúncia do Ministério Público, apresentada em 26 de outubro de 2017, descreve a suposta participação de cada réu na preparação e na execução do confronto. A investigação não identificou os responsáveis diretos pelos golpes que mataram Lezo e Guilherme.

Os acusados são Antonio Alan Souza Silva, o Donizete; Mario Batista, o Magoo; Reinaldo Gilberto Alves, o Ade; Carlos Roberto de Britto Junior, o Neguinho; Douglas de Deungaro, o Metaleiro; Rodrigo Reinaldet Daher, o Capetinha; Rodrigo de Azevedo Lopes Fonseca, o Diguinho; Marcelo Eduardo Rodrigues Sales, o Ninja; Wagner da Costa, o BO; e Mario José Carneiro Pieroni.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.

Mais lidos

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5